Defesa à prova de bala no registo imbatível do Argoncilhe

A vida corre bem ao Argoncilhe. Os alvinegros vão fechar 2017 na liderança da Série A, e são, a par do Sanguedo, uma das duas equipas ainda imbatíveis na 2.ª Divisão Distrital, um registo à partida impensável num “campeonato tão anárquico”, assume o treinador, Mickael Amaral. Se a isto juntarmos a marca de melhor defesa do segundo escalão de Aveiro e a campanha na Taça PECOL, onde já vai na quarta eliminatória, o cenário fica ainda mais pomposo. “O segredo? É o grupo”, enaltece o técnico, que adverte para as dificuldades que se avizinham no caminho.

Os números não enganam, e espelham uma caminhada até ao momento quase imaculada do Argoncilhe na Série A da 2.ª Divisão. Ao cabo das primeiras dez jornadas, nove vitórias e apenas um empate, diante do Saguedo, a restante equipa que ainda não perdeu no campeonato. “Nunca pensei chegar a estar altura com este registo de resultados”, admite Mickael Amaral, mas isso não quer dizer que a época não tenha sido preparada com metas ambiciosas.

“O compromisso da equipa e a sua qualidade tem levado a este momento. Temos como objetivo a subida de divisão, mas só a cinco ou seis jornadas do fim é que nos podemos candidatar a ela”, explica, até porque “o campeonato é demasiado anárquico e equilibrado para o considerarmos fácil”. Por isso, e até chegar a fase das decisões, a equipa irá “lutar e procurar ganhar cada jogo”. Mickael Amaral elogia, ainda, o espírito que se vive no grupo. “É um dos melhores balneários que já encontrei”, assume.

Uma das grandes armas da equipa tem sido a solidez defensiva, bem patente no registo de apenas três golos consentidos nas primeiras dez jornadas. É a defesa menos batida da 2.ª Divisão Distrital de Aveiro, mérito de “toda a equipa”, pois “todos os jogadores participam no processo defensivo”.

“Tentamos ser o máximo de coerentes na abordagem a cada jogo. Temos sido muito objetivos, e isso tem-nos levado a que estejamos preparados para os vários adversários”, acrescenta Mickael Amaral, que vê na Taça PECOL “uma competição para valorizar os jogadores”. Depois de ter afastado o Mansores, da 1.ª Divisão Distrital, na última eliminatória, o técnico gostaria de “disputar um jogo contra uma equipa do Campeonato Safina, a Divisão de Elite”. “A partir daí, será sonhar e tentarmos fazer o nosso melhor”, completa.

Fotografia
Jornal N

29 de Dezembro de 2017
Rui Santos
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