Rui Silva, o avançado que marca aos três golos de cada vez

Há muito que Rui Silva procurava estrear-se a marcar na 1.ª Divisão Distrital. Após 16 jornadas de tentativas frustradas, o Tanque, como é conhecido no futebol, completou um ‘hat-trick’ na vitória do São Roque no dérbi concelhio com o Pinheirense. Foi a segunda vez que o conseguiu fazer esta época, depois dos três golos apontados ao Carqueijo, para a Taça de Aveiro. “Em tom de brincadeira, os meus colegas começaram a dizer que só marcava aos três de cada vez”. De facto, é o que parece.

Aos 23 anos, o avançado, formado no São João de Ver, chegou no início da época a São Roque com a ideia de o ajudar a vencer a 2.ª Divisão Distrital. Só que, entretanto, o clube de Oliveira de Azeméis foi promovido, por via administrativa, à 1.ª Divisão, e os objetivos foram redefinidos. “Nunca achámos que, por termos sido repescados, iríamos ser inferiores. Sabemos que, se calhar, não fomos levados a sério por muita gente, mas isso só nos deu mais força para mostrar que estavam errados”, explica.

O que é certo é que o São Roque segue a meio da tabela classificativa, para onde saltou depois do triunfo, por 4-0, diante do ‘vizinho’ Pinheirense. “Era um jogo importante para nós, porque estávamos em igualdade pontual. Ainda por cima era um dérbi, um jogo especial”, que acabaria por lhe ficar cravado na memória.

Durante aqueles 90 minutos, Rui Silva não só se estreou a marcar no campeonato, como o fez por três vezes, completando um ‘hat-trick’. “Andava atrás do golo já há algum tempo”, admite o possante avançado, que tem um apelido à altura.

Desde os tempos em que representou o Cucujães, em 2016/2017, Rui Silva começou a ser tratado por Tanque, culpa da sua robusta compleição física. “Quando fui para o Valecambrense, há duas épocas, talvez ninguém soubesse disso mas, em São Roque, reencontrei alguns colegas que tinham jogado comigo e o treinador começou a tratar-me assim”, conta.

Agora que quebrou a malapata dos golos, o atacante espera chegar aos 15 no campeonato, uma meta ambiciosa, à imagem daquilo que idealiza para o futuro. “Aos 23 anos, confesso que o meu objetivo principal é chegar aos campeonatos nacionais”, os quais já chegou a disputar ao serviço do São João de Ver, quando era mais jovem.

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23 de Janeiro de 2020
Rui Santos
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