Frodo cumpriu a missão numa goleada das antigas

Foi com um expressivo 9-0 que o S. Roque venceu o S. Martinho, na 19.ª jornada da Série A da 2.ª Divisão Distrital. Num jogo de sentido único, os homens do concelho de Oliveira de Azeméis, que lutam pela promoção à 1.ª Divisão Distrital, expuseram as fragilidades da turma de Castelo de Paiva, última classificada com apenas um ponto, e tiveram em Frodo, que apontou um ‘hat-trick’, uma das figuras em destaque.

“Já tinha feito alguns nos primeiros anos de sénior, mas não é algo que faça muitas vezes. Costumo marcar, mas 'hat-trick' nem por isso”, revela o avançado, que ganhou a alcunha durante a passagem pela formação do FC Porto, culpa do cabelo comprido, que lhe conferia parecenças com a personagem principal da trilogia 'Senhor dos Anéis'. “Comecei a formação no Milheiroense, cheguei a fazer testes no Sporting e, no ano seguinte, acabei por ir para o FC Porto. Joguei com atletas que hoje estão no topo do futebol, como o André Simões, que está no AEK, o André Pinto, que joga no Sporting, o Fábio Faria, que estava no Benfica antes de terminar a carreira, ou o Hugo Silva, que assinou recentemente pelo Benfica de Macau. Foi nessa altura que um treinador disse que eu era parecido com o ator do filme e me colocou a alcunha de Frodo. Ao início não achei muita piada, mas depois ficou”, recorda, sem esquecer um período em que cresceu “muito como jogador e pessoa, pelos princípios que eram transmitidos”. 

Com formação terminada no Feirense, Frodo seguiu para o Cesarense e participou na “última promoção do clube do Distrital aos campeonatos nacionais”, antes de ingressar no Mansores e, mais tarde, no Carregosense, que vê como uma segunda casa. “Estive lá três anos, saí, mas voltei mais tarde. É um clube de gente humilde, do qual gosto sinceramente, e que significa muito para mim. Acolheram-me quando estava a dar os primeiros passos no futebol sénior, na 1.ª Divisão Distrital, e sempre dei tudo pelo clube. Carregosa é uma terra pequena, e o clube é muito unido, com gente boa. Prova disso foi o ano em que ficámos em terceiro lugar, apenas atrás de Lourosa e Sanjoanense. Hoje em dia, e se calhar no futuro, é impensável para o Carregosense fazer um campeonato assim”, sublinha. 

Seguiram-se Fiães, Cucujães, o regresso a Mansores, a primeira passagem por S. Roque e uma nova etapa em Carregosa, terminada em janeiro. “Recebi o convite para continuar, mas a época não começou bem. Fiz uma entorse, que originou uma rutura parcial do ligamento do tornozelo. Andei dois ou três meses sem saber o que tinha, e não conseguia jogar, por não ter condições. Entretanto, parei para tratar a mazela, mas as coisas não corriam bem ao clube e, quando recuperei, não era opção, porque os meus colegas estavam mais evoluídos em termos físicos”, explica o avançado, que foi perdendo espaço na equipa.

Abriu-se a porta de saída, com o regresso a S. Roque na mira. “O treinador andava a falar comigo para ir para lá e, apesar de alguma indecisão inicial, acabei por aceitar”, revela, contente pela decisão tomada: “Neste momento estou a jogar e a fazer golos. Parece que renasci”.

E, de facto, Frodo parece ter-se reencontrado com os golos. Diante do S. Martinho, foram três, todos apontados na primeira parte. “Nós sabíamos que o S. Martinho tinha dificuldades, até porque só tinha um ponto conquistado, mas também conseguimos tornar o jogo fácil. Entrámos com vontade de vencer e de marcar cedo, para que não ficássemos aflitos, e foi o que fizemos. Aos 20 minutos já estávamos a vencer por 3-0”, lembra, ele que aponta à “subida de divisão” como “objetivo principal do clube”. “Estamos a lutar com o Argoncilhe e o Arrifanense, que têm, também, bons plantéis. Vamos focar-nos nisso, jogo a jogo. A nível pessoal, se conseguir marcar e ajudar a equipa a vencer, fico contente, mas se não fizer golos e a equipa ganhar, é bom na mesma, porque ficamos mais perto do nosso objetivo”, encerra.

Beira-Vouga reassume liderança na Série B
O 9-0 aplicado pelo S. Roque ao S. Martinho foi o resultado mais desnivelado da ronda, na qual o Argoncilhe, que empatou a zero em Sanguedo, viu o Arrifanense aproximar-se da liderança da Série A. Os de Arrifana venceram por 5-0 em Fermedo. Destaque, ainda, para as vitórias das equipas B do Fiães e do U. Lamas diante do Vila Viçosa (4-0) e do Real Nogueirense (4-1), respetivamente, enquanto o Nogueira da Regedoura-Lobão terminou com uma igualdade a um golo. Num dos jogos mais emocionantes da jornada, Sabariz e Furadouro empataram a quatro bolas. Tiago Duarte completou um 'hat-trick' para os de Castelo de Paiva, Dani bisou pelos forasteiros.

Na Série B, o Beira-Vouga aproveitou a folga do Valonguense para recuperar a primeira posição, após ter vencido a Ovarense por 5-1. Macinhatense e Pessegueirense empataram 2-2, e o Gafanha B derrotou o Pinheirense (2-0). Realce para as vitórias forasteiras de Requeixo e Macieira de Cambra, em Rocas do Vouga e em Estarreja, respetivamente, e para o nulo entre Válega e Santiais.

Finalmente, na Série C, um 'bis' do goleador Roberto Branco valeu novo triunfo para o líder Antes. Na sua peugada continua a União Desportiva de Bustos, que levou de vencida o Paredes do Bairro por 3-0, com golos de Jesualdo, Teixeira e Russo. Na terceira posição segue o LAAC, que bateu o Águas Boas (2-0), enquanto CD Luso e Santo André alcançaram triunfos tangenciais diante de Mamarrosa e JuveForce B, respetivamente. Sosense e Vila Nova de Monsarros empataram a zero, e o CRAC goleou o Ribeira da Azenha, por 6-1.

Fotografia
Correio de Azeméis

16 de Março de 2018
Pedro Fernandes
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