Yvaaldo Gomes, um goleador no futsal que alegra a vida aos idosos de Barcouço

Chegou a Portugal para jogar futebol, mas foi no futsal que Yvaaldo Gomes encontrou o seu espaço. Aos 25 anos, decidiu atravessar o Atlântico movido pelo sonho de chegar mais longe na carreira. Até lá, passa os dias a animar os utentes de um lar em Barcouço, onde trabalha.

Ainda jovem, Yvaaldo virou Tupec, culpa de um jogo com que se divertia na altura. “Um antigo treinador achou o nome engraçado e apadrinhou esse apelido. Continua até hoje”, conta, entre sorrisos, um bem-disposto pivot que, no final do ano passado, deixou Brasília em busca do sonho do futebol europeu.

Sim, futebol, já que, quando embarcou, Tupec, que no Brasil havia jogado em estádios e pavilhões, tinha como destino o Famalicão, da 1.ª Divisão Distrital. “Só cheguei a treinar lá, porque a proposta do Barcouço era melhor. O clube deu-me mais segurança”, conta. Os incentivos dos amigos Fábio e Netinho, este último atualmente no Braga/AAUM, dissiparam-lhe as dúvidas e Tupec tomou de assalto as balizas adversárias no Campeonato Grande Hotel de Luso.

Leva 15 golos em 12 jogos, um registo de respeito, ainda para mais num atleta que se lesionou mal chegou ao clube, o que o fez perder três partidas. “Estou na minha melhor fase”, assume o brasileiro, confirmada com os dois golos apontados na vitória do Barcouço em Azagães (4-3), um dos segundos classificados do campeonato.

“Tudo começou na nossa semana de treinos. Trabalhámos forte em cima daquilo em que eles são fortes. O nosso treinador soube posicionar-nos bem e deu tudo certo. Fui feliz e consegui fazer uma bela partida, graças à minha equipa e ao meu treinador”, resume.

Aos 25 anos, Yvaaldo salienta que “o sonho nunca para” e que “a dedicação ajuda a superar tudo”. “Mais importante do que o momento é ter Deus me guiando”, acrescenta o brasileiro que, fora das quadras, passa os dias como funcionário num lar. “Adoro o emprego. Cuido de idosos e faço de tudo um pouco”, conta, ele que gosta de alegrar o dia a dia dos utentes. “Eles deram-me uma motivação na vida. Sempre que posso, brinco, converso e faço-os sorrir”, remata.

18 de Abril de 2019
Rui Santos
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