Vicente tem dado o melhor de si no regresso ao GRC Telhadela

A estreia a vencer do GRC Telhadela no Campeonato Grande Hotel de Luso foi carimbada por Daniel Silva, Vicente para os mais próximos, que, no início da época, sentiu estar na hora de voltar ao clube onde tudo começou. O futsal é o escape perfeito à rotina, assume, ainda que ele o obrigue a lidar com uma “época muito difícil”. “Vamos tentar fazer o melhor”, promete o jogador.

Com três golos apontados ao FC Arouca, os dois últimos na reta final do encontro e absolutamente decisivos para o triunfo por 5-3, Vicente voltou às tardes de glória no pavilhão do GRC Telhadela. Foi como um “dejá-vu” dos tempos da adolescência, passados em grande parte ali, quando corria pela alegria inerente ao jogo e pelo sonho de fazer carreira no futsal.

Fez-se jogador, mas acabou por rumar a outras paragens, não tão longínquas quanto isso, sem que tivesse quebrado um elo que voltou a fortificar-se no início desta época. “Foram muitos anos com aquela camisola vestida. Quando me chamaram não fui capaz de dizer que não”, confessa. Quatro temporadas depois, Vicente voltava a casa. “Foi a altura certa para voltar. Sinto isso”, diz.

Autor de cinco golos nas primeiras quatro jornadas do Campeonato Grande Hotel de Luso, o ala tem dado tudo de si para ajudar a equipa a sobressair numa zona Norte “muito competitiva, com cinco ou seis equipas candidatas à subida”.

Em Telhadela, “todos sabiam que esta época ia ser difícil”, mas ninguém vira a cara à luta. Diante do FC Arouca, à 4.ª jornada, surgiu a primeira vitória e, também, os primeiros pontos da temporada. “Já a desejávamos há muito, mas foi quando tinha de ser”, atira, naturalmente feliz por ter contribuído para ela com um “hat-trick”.

“É especial, mas o importante foi termos ganho. Tive a sorte de ter sido eu a marcar, mas só quero ajudar a equipa”, aponta, enquanto elogia a “união extraordinária do grupo”, que “se refletiu no resultado”.

Operário fabril de profissão, Vicente olha para o futsal como um “momento de descompressão” das rotinas diárias. “Gosto muito do que faço, de chegar ao final do dia e ter um momento que é meu e da equipa, de descompressão. Os problemas ficam lá fora, não há stress. É um alívio”, confessa.

Fotografia
Grupo Recreativo e Cultural de Telhadela

4 de Novembro de 2021
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