Salvaterra destaca-se no 5 do Ano da 2.ª Divisão Distrital

“Um cinco bem entregue”. Para Nuno Santos, treinador de futsal que na época 2018/2019 orientou o SC Beira-Mar, a equipa ideal saída das escolhas dos capitães dos 16 clubes que participaram na última edição da 2.ª Divisão Distrital traz poucas surpresas, tendo em conta o desenrolar do campeonato. Nenhum clube conseguiu nomear mais do que um atleta para o 5 do Ano, havendo dois jogadores em representação de duas equipas que terminaram a prova na metade inferior da tabela classificativa. O MVP, esse, foi Salvaterra, do Lusitânia de Lourosa FC.

A baliza é ocupada por Paulinho, guarda-redes da ACR Vale de Cambra, que angariou oito nomeações para a equipa ideal. Segunda melhor defesa da prova, atrás da AD Arsenal de Canelas, a equipa valecambrense seguia destacada na liderança quando o campeonato foi interrompido. Nome importante do futsal aveirense, com passagens por Futsal Azeméis, ACD Azagães e FC Arouca, Paulinho regressou, na última época, a Vale de Cambra, onde tornou a demonstrar todo o seu valor.

Na posição de fixo encontra-se Marco Pinheiro, da ACD Gião, a única em que Nuno Santos mexeria no 5 do Ano. “Na minha opinião, o Paulo Bastos (ACR Vale de Cambra) estava uns pontos acima de qualquer um, pela experiência e pela qualidade do seu jogo. Era justo atribuir-lhe o lugar, mas ficou bem entregue na mesma”, sobretudo porque Marco Pinheiro congrega todas as qualidades que um bom fixo deve possuir. “Ele tem de ter alguma experiência para comandar a equipa. Costumo dizer que quem tem um bom guarda-redes e um bom fixo está sempre uns passos à frente dos outros”, diz.

MVP sem discussão
Nas alas encontramos o Jogador do Ano do campeonato, Salvaterra, uma das figuras do Lusitânia de Lourosa FC. Foi, de longe, o jogador mais nomeado pelos capitães de equipa, com 13 votos, sendo que sete deles consideraram-no o MVP da temporada. “É uma escolha justíssima”, defende Nuno Santos, para quem Salvaterra “foi um dos melhores jogadores do campeonato”. “É uma extensão do treinador dentro da quadra. Percebe muito bem o jogo a nível tático e é um líder”, justifica.

A outra ala é ocupada por António Ruela, da AD Arsenal de Canelas, que viveu um ano de estreia nas competições da Associação de Futebol de Aveiro verdadeiramente impressionante. “Era uma equipa que corria os 40 minutos, muito forte a nível físico e com grande agressividade”, atributos que se encaixam bem no perfil de António Ruela, refere o técnico.

O 5 do Ano fica completo com Monteiro, pivot do Always Young, que foi, a par de Ângelo Henriques (CCR Maceda), o artilheiro da competição, com 22 golos apontados. Nuno Santos conhece-o bem, já que o orientou, há duas épocas, no SC Beira-Mar. “É um atleta com uma personalidade muito forte. A nível tático, falando por mim, não é aquilo que um treinador pede, mas é um finalizador. De cada vez que a bola lhe chega define muito bem, tanto com o pé esquerdo como com o direito”. Apesar de alinhar pelo penúltimo classificado do campeonato aquando do seu cancelamento, Monteiro somou mais do dobro dos votos dos seus oponentes, algo que se explica pela frequência com que batia os guarda-redes adversários. “Aquilo que mais salta à vista a definir um pivot são os golos marcados por jogo, daí ele ter sido eleito com larga distância dos outros”, acredita Nuno Santos.

O 5 do Ano e a distinção do Jogador do Ano foram definidos a partir das escolhas dos capitães de todas as equipas que participaram na última edição da 2.ª Divisão Distrital, que tinham como única regra não poderem escolher atletas da sua própria equipa. As votações podem ser consultadas na galeria em baixo.

16 de Maio de 2020
Rui Santos
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