Sacrifícios de Fábio dão frutos no clube do coração

A ARCA vive o melhor momento da época. Já lá vão três jogos seguidos sem perder no Campeonato Grande Hotel de Luso e, pelo meio, apurou-se para os oitavos de final da Taça Distrito de Aveiro. No último sábado, Fábio Silva, um ala que nem é de marcar muitos golos, completou um “póquer” na vitória diante da ADREP. “Estamos mais motivados”, assume o jovem, de 25 anos, que não é de faltar a treinos, mesmo que os horários do emprego sejam exigentes.

A convencional hora de jantar já tinha passado há muito quando Fábio encontrou um tempinho para falar da época da ARCA. Estava a preparar-se para mais uma noite de trabalho, uma rotina à qual se habituou de há dois anos para cá. “Depois de ter começado a trabalhar à noite, fisicamente noto alguma diferença, mas não sou de faltar a treinos”, garante.

A perseverança valeu-lhe uma tarde de glória no último sábado, quando ajudou, com quatro golos, à vitória da ARCA frente à ADREP, por 7-5. “Normalmente, não sou muito de fazer golos. Gosto mais de dar a bola ao lado, mas correu bem, graças ao trabalho de toda a gente”, comenta o ala, que dá especial relevo à união que existe no plantel. “Para além de colegas, somos amigos. É a vantagem de um clube de uma terra mais pequena”.

Os três pontos permitiram à equipa de Aguada de Baixo aproximar-se de lugares mais desafogados do Campeonato Grande Hotel de Luso. Foi a segunda vitória consecutiva na prova e o terceiro jogo seguido sem perder. “Como se costuma dizer, só custa a primeira”, admite Fábio, para quem “houve alguns resultados que ficaram um pouco atravessados, em que a vitória podia ter caído” para o lado da ARCA, que, agora, “tem de andar atrás dos pontos” entretanto perdidos.

Depois de uma curta experiência no futebol, quando tinha apenas oito anos, Fábio decidiu apostar no futsal aos 17, um meio “cheio de pessoas espetaculares”. Começou nos juniores da ARCA, chegou à equipa principal, mas acabou por sair à procura de minutos. Andou por Ribeira de Frades, Barrô e Casa do Povo de Esgueira, “todas elas boas experiências”, até regressar ao ponto de partida, em 2016. “Foi sempre a minha casa. É onde me sinto bem”.

14 de Fevereiro de 2019
Rui Santos
[email protected]
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