Rui Almeida descobriu o caminho dos golos no regresso ao futebol

Depois de um ano sabático, em que os estudos se sobrepuseram à paixão pela bola, Rui Almeida regressou aos relvados com a corda toda. O médio, de 23 anos, descobriu uma veia goleadora até aqui oculta, e é um dos principais rostos do campeonato regular do Valecambrense na 1.ª Divisão Distrital, que se encontra a sete pontos da zona de promoção ao Campeonato Safina. “Não nos damos como candidatos a isso, mas neste momento tudo é possível, pela classificação atual e pelo trabalho que vimos desenvolvendo”, atira.

Já lá vão onze golos, em 14 jornadas, um registo que surpreende o próprio Rui Almeida. “Normalmente, nem sou jogador de marcar muitos golos, principalmente pela posição onde jogo”, justifica o autor de mais de metade dos golos do Valecambrense no campeonato, e um dos artilheiros da prova, a par de Renato, do S. Vicente Pereira.

A pontaria de Rui Almeida tem ajudado na recuperação do emblema de Vale de Cambra na tabela, tal como ficou patente na última jornada, quando apontou o golo que valeu o triunfo diante da ACRD Mosteirô (2-1), atual terceira classificada. A sete pontos de distância dos lugares de subida, uma possível promoção ao Campeonato Safina entra nos horizontes da equipa. Um desejo que não passa a obsessão, até porque “o objetivo inicial não passava por isso”. “Mas dadas as condições e o campeonato que temos vindo a fazer, se calhar temos que pensar um bocadinho nisso”, completa.

Aos 23 anos, o médio renasce para o futebol, depois de uma paragem de um ano e meio devido aos estudos. Natural de Vale de Cambra, Rui Almeida optou por regressar ao clube onde iniciou o seu trajeto no futebol, depois de ter completado a formação na Oliveirense e de uma experiência no vizinho Macieira de Cambra. No Valecambrense, encontrou “uma Direção nova, com outros objetivos e uma outra maneira de ver as coisas”, o que ajuda à “época excelente” que a equipa vem protagonizando.

O currículo conta, ainda, com uma curta passagem pelo futsal, ao serviço da ACR Vale de Cambra, na época de 2013/2014. “Talvez tenha sido influenciado por outras pessoas. Tinha curiosidade em experimentar o futsal, porque sempre gostei de jogar. Não considero uma experiência perdida, porque conheci muita gente, mas talvez não tenha sido o tiro certo”, admite.

18 de Janeiro de 2018
Rui Santos
[email protected]
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