"Quero ser campeão no U. Lamas e ajudar com golos"

No Campeonato Safina, ninguém marcou tanto como ele num só jogo. Jonatas Santos, o ponta de lança que cresceu ao lado de craques como Willian (Chelsea), marcou por quatro vezes ao Mealhada, um registo sem grau de comparação esta temporada no principal escalão de Aveiro. O objetivo principal “é ser campeão pelo U. Lamas”. Se puder ajudar com golos, melhor.

Define-se como “um finalizador”, um predador em busca permanente pelas redes contrárias. Na Mealhada, onde mora o último classificado do Campeonato Safina, desbloqueou “um jogo difícil” com um golo de livre, e abriu caminho a uma tarde memorável. “Na segunda parte, entrámos melhor, fizemos logo o segundo e os outros golos foram surgindo”, recorda.

Só à sua conta foram quatro, o primeiro “póquer” do brasileiro em solo português. “Não é todos os dias, mas gostava que acontecesse todos os fins de semana”, graceja, antes de partilhar a glória da ocasião com os companheiros: “Foi uma vitória de todos, e nos golos que marquei tenho que dar mérito a quem fez as assistências. Comemorámos os três pontos, que era o mais importante”.

Os quatro remates certeiros na Mealhada atiraram-no para o segundo lugar da lista de artilheiros do Campeonato Safina, com um total de 13 tiros certeiros. “O meu objetivo não é ser o melhor marcador, mas sim ser campeão pelo U. Lamas e ajudar com golos. Foi para isso que fui contratado”, explica, ele que se diz “contente” com a época lamacense, mesmo reconhecendo ser sempre possível “dar mais”.

“É importante continuar a somar pontos e vitórias. Estou feliz por estarmos nos primeiros lugares. Há muito campeonato e muitos confrontos diretos por jogar. Jogo a jogo, as coisas vão acontecendo”, salienta.

Um predador tranquilo e autocrítico
Para lá da faceta de predador nas áreas adversárias, existe um Jonatas “muito tranquilo, pacato, que gosta de trabalhar e muito crítico” consigo próprio.

Joga futebol desde que se conhece. “É inevitável. Quando nascemos, a primeira prenda que recebemos é uma bola. (O futebol) está no sangue do brasileiro”, atira, por entre sorrisos.

Completou a formação no Corinthians, onde jogou ao lado de alguns nomes fortes do futebol brasileiro, como Willian, hoje no Chelsea. “Dali, fui para o Grémio Barueri. Fiquei lá três temporadas e vim para Portugal”.

Aterrou em solo luso há seis anos, na ânsia de encontrar o seu espaço no nosso futebol. “Vim para treinar em alguns clubes, mas acabou por não dar certo”, recorda, até que surgiu o convite do Alba. “Estava no Distrital. Queria subir de divisão, e tinha uma excelente equipa. Assinei em janeiro, e subimos”.

Foi o início de uma caminhada que conta, ainda, com passagens por Estarreja, Sp. Espinho, Coimbrões e Padroense, até que chegou a Santa Maria de Lamas, há duas temporadas.

Logo aí, marcou 23 golos, confirmando o estatuto de goleador que foi construíndo ao longo dos anos. Seguiu-se um ano sabático, por escolha pessoal, mas o jeito pelo golo não desapareceu.

“Tenho sido feliz”, admite, ele que, aos 28 anos, só pensa num dia de cada vez: “O presente é o U. Lamas, e só tenho que dar o meu melhor. Não podemos ser comodistas, mas não gosto de pensar muito no futuro”.

Fotografia
Diogo Pereira

31 de Janeiro de 2017
Rui Santos
[email protected]
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