Qualidade e polivalência de Pedro Marques ajudam CR Antes na 1.ª Divisão Distrital

Desde que chegou ao CR Antes, na época passada, Pedro Marques tem-se evidenciado pela qualidade e polivalência do seu jogo, que já o fizeram percorrer as posições de médio defensivo, defesa central e lateral esquerdo. No último domingo, marcou na terceira vitória seguida da equipa da Mealhada na 1.ª Divisão Distrital, uma série de resultados que deixa boas perspetivas para o futuro.

A seguir ao Fermentelos, que ganhou os nove jogos que disputou até agora, pertence ao CR Antes a melhor sequência de vitórias consecutivas no campeonato. São três, a última das quais diante do Calvão por 5-2. “Demonstrámos ser melhor equipa do que o adversário”, mesmo quando os bairradinos ficaram “a jogar com menos um”, defende Pedro Marques, para quem “o resultado foi justo”.

Foi seu o terceiro golo dos encarnados, numa incursão pelo flanco esquerdo que terminou com uma finalização eficiente de cabeça. O defesa já fala com relativo à-vontade sobre o atual papel na equipa, o de defesa esquerdo, mas nem sempre foi assim. Trinco de raiz, o médio cedo percebeu que, no CR Antes, as suas funções iriam alargar até ao setor mais recuado. “Sou trinco, mas desde que cheguei fui adaptado algumas vezes a central e outras a lateral esquerdo. Não tenho qualquer problema em fazer esses lugares. Sempre fui polivalente”, explica.

Engenheiro mecânico de profissão, Pedro Marques descobriu o futebol há 18 anos, uma paixão sem fim para um jovem ambicioso, que acredita numa temporada bem mais positiva do CR Antes na 1.ª Divisão Distrital, relativamente à anterior. “Temos qualidade para estar nos lugares cimeiros. Em tom de brincadeira, ainda esta semana disse lá no clube que temos capacidade para ficar nos três, quatro primeiros lugares”, aqueles que valem a subida ao Campeonato SABSEG.

A escalada na tabela promete ser árdua, nada que abale a confiança do médio convertido em defesa. “Com trabalho e a qualidade que temos no plantel, os resultados estão a aparecer”. Eles vêm sendo construídos à custa de muitos golos, marcados e sofridos. Se os apontados são motivo de regozijo, os consentidos merecem alguma reflexão, mas sem radicalismos. “Não me importo de sofrer três golos num jogo, se marcarmos quatro. Não gostamos de sofrer muitos golos, mas o que queremos é ganhar jogos”.

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CR Antes

14 de Novembro de 2019
Rui Santos
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