Protagonistas da final do Campeonato Grande Hotel de Luso dividem favoritismo

Está tudo a postos para a grande final do Campeonato Grande Hotel de Luso, que vai decidir o acesso à Taça Nacional do vencedor do duelo entre o GD Beira-Ria e o FC Barcouço, no jogo que terá lugar no Pavilhão Municipal da Branca, amanhã, quinta-feira, a partir das 18h00. Treinadores e capitães de ambas as equipas fizeram a antevisão da decisiva partida e admitem que, por se tratar de uma final, não há favoritos.

O técnico do GD Beira-Ria, Fernando Rocha, considera que “ambas as equipas chegam à final por mérito próprio”, recordando que antes da reformulação da competição, devido à pandemia de Covid-19, o clube estava determinado em alcançar o objetivo da subida de divisão. “Assumimos esse compromisso para a época 2020/2021 e agora estamos na final do campeonato. Vamos para ganhar, porque queremos manter o desejo do início da época”, garante, considerando que “vai ser difícil para ambas as equipas, porque é uma final”.

“Tendo esse caráter, é muito diferente de um jogo do campeonato. Obviamente que vai ser um jogo apertado e com emoção. Será difícil, porque o Barcouço tem as suas armas e a ambição de ganhar a final. Estaremos preparados para a luta”, admite o técnico, confessando que o jogo decisivo será o culminar de “um ano de aprendizagem pela época atípica”. “Foi necessário gerir estados de ansiedade devido à incerteza quanto ao regresso das competições e tivemos de trabalhar também em função do modelo competitivo da prova final”, explica.

Do lado do FC Barcouço, o técnico Nuno Pestana admite que “o favoritismo pode dividir-se”, considerando que o GD Beira-Ria vai entrar na final com “alguma vantagem”. “É um clube que se assumiu como principal candidato esta época. Nós fizemos uma equipa praticamente nova e há uma grande diferença de orçamento entre os clubes. No início da época, o nosso grande objetivo não passava pela conquista de um título ou chegar à final”, defende, acreditando na ambição dos seus jogadores para atacar a final.

“Para muitos jogadores é a primeira final e sinto-os com uma motivação adicional, porque alguns até já tinham sido dados como acabados para o futsal por já terem mais idade. Portanto, vê-los com motivação e entrega nos treinos é uma enorme satisfação. Esta época alcançámos um feito enorme, porque o grupo de trabalho fez de algumas fraquezas a sua força quando o plantel ficou reduzido por desistências e lesões, e só tenho de agradecer aos jogadores por terem sido uns guerreiros”, sublinha.


Capitães prontos para dar o máximo
Rodrigo, capitão do FC Barcouço, comunga da opinião do seu treinador, recordando os momentos difíceis que o clube viveu, mas realçando a felicidade da equipa em estar na final. “É incrível, porque no início do campeonato, entretanto suspenso, foi um dos piores momentos do clube. Quando faltava uma semana para começar essa competição e chegámos a ter apenas um ou dois jogadores nos treinos. Estamos felizes por chegarmos à final e vamos desfrutar”, garante.

O fixo considera que se vai tratar de “um jogo competitivo e que pode ser decidido nos pormenores”, e que “quem errar menos vai sair vencedor”, ele que não vislumbra “vantagem de qualquer equipa até o jogo começar”. “Não creio que haja um favorito, porque é uma final e tudo pode acontecer. Tenho a certeza de que as equipas vão dar o máximo de si e vão apresentar-se na melhor forma”, afirma.

O jogador recorda ainda que “foi uma época atípica” para todos os clubes, “mas o facto de a maior parte dos jogadores Barcouço se conhecerem ajudou a fazer um bom ambiente”. “Ganhámos alma e confiança e sei que isso se deve muito aos nossos treinadores. Fizeram-nos acreditar e deram-nos esperança no caminho que estávamos a fazer. Queremos tirar partido dessa motivação na final”, refere.

Quanto a Dudu, capitão do GD Beira-Ria, é importante que a equipa não entre no jogo da final “desconcentrada, mas sim com o foco naquilo que sabe fazer”. “Desde o início do campeonato que os nossos adversários nos consideram favoritos, mas o favoritismo não ganha jogos. É só um jogo, uma final, e estamos confiantes, mas temos de estar muito concentrados”, sublinha.

O fixo diz-se “triste por não ser possível contar com público nas bancadas, sobretudo num jogo tão decisivo como uma final”, mas garante que o plantel “está animado e confiante nas suas capacidades”. “Todos estamos ansiosos porque queremos conquistar este título, já que é um objetivo do início da época. Desde que começou a prova final que temos sabido resolver as eliminatórias a nosso favor, e é com esse espírito que vamos encarar a final”, conclui.

2 de Junho de 2021
Vítor Hugo Carmo
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