Primeira Supertaça do GD A Ronda teve a marca do eterno goleador Miguel Neves

Pela primeira vez no seu historial, o Grupo Desportivo A Ronda conquistou a Supertaça do futebol popular de Espinho, depois de vencer as Águias de Paramos, por 5-1, no Complexo Desportivo de Cassufas. O eterno goleador Miguel Neves foi uma das figuras do jogo, com dois golos, ele que não tem dúvidas de que esta “foi a melhor maneira de começar a época”.

Um dos segredos para o triunfo foi um arranque decidido da equipa de Guetim, que fez desvanecer a ansiedade inicial. “Marcámos cedo, e isso pôs-nos mais à vontade. Era um jogo sempre complicado, com algum nervosismo por ser o primeiro e por não sabermos o que íamos encontrar. A equipa do Águias é renovada, mas a partida acabou por nos correr de feição”, refere Miguel Neves, que aos 39 anos continua de pontaria bem afinada.

Foram dele dois dos cinco golos com que a Ronda bateu as Águias de Paramos, o primeiro dos quais com nota artística partilhada pelo grupo. “Foi uma jogada coletiva. Esse tipo de golos pertencem quase a todos, porque foi a equipa que o trabalhou”, explica. O resultado ficou completo com os remates certeiros de Hélder Resende, que também bisou, e Miguel Martingo, tendo David Castro reduzido para o emblema de Paramos.

No final, o grupo celebrou a primeira Supertaça da história da Ronda, mas o avançado recusa entrar em euforias quando o tema é o campeonato, que arranca a 20 de outubro. “Ele vai ser equilibrado. Não há favoritos”, sublinha, nada que demova o clube de tentar revalidar o título da 1.ª Divisão, conquistado na época transata.

Formado no Sporting de Espinho e no Vilanovense, Miguel Neves passou por vários emblemas do distrito do Porto. Há quatro épocas, decidiu pendurar as chuteiras, “por causa da idade”. “Entretanto, foi necessário voltar ao Vilanovense, devido a lesões, e fui o melhor marcador da AF Porto. Ainda fiquei mais duas temporadas, mas, este ano, devido à idade e à divisão ser mais exigente, porque subimos à Elite do Porto, optei por vir para o futebol popular”, conta o avançado, que por onde passa tem deixado a sua marca. Com golos, claro.

Fora dos relvados, Miguel Neves é coordenador técnico numa central de marcações de consultas, no Hospital de Gaia. “É complicado gerir tudo, porque são coisas que exigem tempo. Faço-o com muito sacrifício”, diz, ele que promete “jogar enquanto as pernas deixarem”.

Fotografia
Grupo Desportivo A Ronda

10 de Outubro de 2018
Rui Santos
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