Os sonhos de Balla Sangare que os golos vão alimentando

No último verão, Balla Sangare aterrou em Santa Maria de Lamas como um autêntico desconhecido. Oriundo da Costa do Marfim, onde chegou a atuar na 1.ª Liga local, o jovem avançado, de 20 anos, não demorou a deixar a sua marca, à custa de golos, uma especialidade que vem aprimorando desde os tempos de infância.

Logo no jogo de estreia no Campeonato SABSEG, no dérbi de Santa Maria da Feira com o Fiães SC, o costa-marfinense apontou um ‘hat-trick’ supersónico, entre os 28 e os 41 minutos, que serviram como cartão de visita para um atacante móvel, vertiginoso e com a baliza adversária sempre sob ponto de mira.

“Felizmente, sempre tive o ‘faro’ pelo golo ao longo de toda a minha formação. Desde pequeno, marquei sempre bastantes golos e, em todos os torneios que participei, fui o melhor goleador”, recorda o avançado, que tem em Van Persie, Diego Forlán e Ousmane Dembélé, “sem esquecer o carisma e a veia goleadora do Edinson Cavani”, as suas principais referências no futebol.

Com 13 golos apontados nas 21 jornadas entretanto disputadas no Campeonato SABSEG, Balla Sangare é o melhor marcador do CF União de Lamas, “um bom clube, com história”. Os dois últimos surgiram no passado fim de semana, no triunfo, por 2-1, diante do São Vicente Pereira. “Fico sempre muito satisfeito por poder marcar, pois é sempre o meu objetivo e o meu foco. Fico ainda mais satisfeito quando os meus golos ajudam a equipa a conquistar vitórias”, atira. Da Elite aveirense, o costa-marfinense fala de um campeonato competitivo, nada que o tenha surpreendido ou melindrado. “Estou habituado à exigência. Joguei na 1ª Liga do meu país e fui internacional no meu percurso de formação. Isso é algo que me motiva”, garante.

Em Santa Maria de Lamas, diz ter sido recebido “de forma calorosa”, ele que fala de Portugal como um país calmo, bem organizado e desenvolvido, onde nos é possível aprender coisas muito boas, tanto a nível desportivo como cultural”. É, também, conhecido por ser um país que recebe bem os estrangeiros. Tem recebido jovens africanos que se adaptam bem ao futebol e ao país, conseguindo atingir o mais alto nível”, acrescenta o jovem, que viajou sozinho para o nosso país. “Não tive receio. Acho que quem tem o objetivo de ser jogador profissional tem de fazer sacrifícios e estar preparado”.

Adaptado “aos conteúdos de treino e a um meio ambiente diferente, a nível cultural e climático”, Balla Sangare espera “fazer uma boa temporada e continuar a crescer como futebolista e como Homem, para poder vir a ser um jogador profissional”. A sua ambição passa por “conseguir chegar ao mais alto nível”, para além de “ser uma referência para a família e para as pessoas que me são mais próximas”. “Tenho um sonho especial que é, um dia, poder ajudar as pessoas pobres da minha terra”, completa.

Fotografia
CF União de Lamas

21 de Fevereiro de 2020
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