O sucesso de Everton nos Países Baixos e a moral em alta no SC Paivense

Everton, avançado brasileiro que agora veste a camisola do SC Paivense, tem o estatuto de melhor marcador de sempre pelo Heracles Almelo na 1.ª Divisão dos Países Baixos. Aos 38 anos, o goleador está com a moral em alta em Castelo de Paiva, facto que ficou espelhado em mais um golo marcado no Campeonato SABSEG, desta feita diante da JD Carregosense.

O jogador tem uma vasta carreira no futebol, tendo-se celebrizado nos Países Baixos, ao serviço do Heracles Almelo. No mais recente jogo do SC Paivense, voltou a tirar um coelho da cartola, que é como quem diz, tirou um adversário do caminho e disparou uma bomba à baliza da JD Carregosense, na vitória por 3-2 da sua equipa.

Everton esclarece que a prestação positiva a nível individual também é fruto da “boa fase que a equipa vive”. “Estamos no nosso melhor momento, com vitórias importantes. Temos aproveitado bem o fator casa e esse registo permite-nos continuar nos lugares de topo”, explica, ele que “desconhecia o Campeonato SABSEG”, o qual se tornou numa surpresa muito positiva. “Só tinha jogado o Campeonato de Portugal, mas percebi imediatamente que há uma excelente organização, exposição mediática das competições e qualidade do futebol”, enumera.

O avançado garante que, apesar dos seis golos marcados esta época, a prioridade é o coletivo do SC Paivense. “Já fiz muitos golos em toda a minha carreira, agora penso mais a nível coletivo. Quero ajudar a equipa a alcançar novos patamares e aproveitar esta fase boa para continuarmos a lutar pelo acesso à próxima fase. Acreditamos que nada é impossível”, sublinha, ele que, com 23 anos, partiu do Brasil para os Países Baixos para viver o melhor período da sua carreira.

“Quando fui para lá tinha outras propostas, porque tinha acabado se ser o melhor marcador da Série 2 do Campeonato Paulista e também tinha sido campeão. Tive propostas de Portugal, da Coreia…”, revela, admitindo que foi “guiado” por algumas estrelas brasileiras no momento de decidir o seu destino.

“Eu sou um grande fã de Romário e de Ronaldo, e como eles jogaram na Holanda e foram bem sucedidos foi fácil escolher. Não sabia falar holandês, percebi que o estilo de jogo era bem diferente do brasileiro, mas adaptei-me facilmente. Comecei a jogar e a marcar golos”, recorda.

Everton esteve sete épocas consecutivas no Heracles Almelo, onde acabou por se tornar um ídolo dos adeptos da equipa que milita na 1.ª Divisão Nacional dos Países Baixos, sendo, inclusivamente, o melhor marcador de sempre do clube nessa competição.

“Continuo com esse recorde e acho que vou ficar na história do clube. Os adeptos continuam a ter grande reconhecimento por mim e acho isso incrível. O carinho mantém-se. No fundo, foi espetacular, porque era um clube que lutava para não descer e de repente passou a jogar pelo meio da tabela”, afirma, recordando os feitos nos Países Baixos. “Começámos a lutar pela Liga Europa e jogámos uma final da Taça da Holanda, coisas que o clube nunca tinha alcançado. Sei que fiz uma boa escolha”, confessa.

O avançado acabaria ainda por ter uma experiência de um ano na Arábia Saudita, pelo Al Nassr, clube pelo qual se sagrou campeão e conquistou uma Taça do Princípe, rumando de seguida à China para alinhar Shangai Shenxin, por quatro épocas.

“Na Arábia Saudita foi complicado, porque não tinha a companhia da minha família. Sou muito de família e quando a tenho por perto estou sempre mais motivado. Não foi o caso. Na China já foi mais tranquilo, porque a minha esposa e os meus filhos foram comigo”, conta, ele que acabaria por regressar ao Brasil.

“Só tinha representado dois clubes do meu país. Regressar foi uma boa experiência porque joguei em clubes como o Ituano, Bragantino e Guarani, pelo qual que me sagrei vice-campeão da Série C do Campeonato Brasileiro”, refere.

Everton teve a sua primeira experiência no futebol português com a camisola do Cinfães, passando ainda pelo Paredes e pelo Pedras Rubras. Agora a representar o SC Paivense, “com um treinador de qualidade com quem já tinha trabalhado”, o avançado admite que também Portugal foi uma escolha acertada. “É um país espetacular, que me acolheu muito bem e que os meus filhos e a minha esposa adoram. Estando feliz aqui, as coisas vão bem”, conclui.

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18 de Novembro de 2021
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