O episódio goleador no Campeonato SABSEG das Aventuras de Tintim

A “palinha mesmo à Tintim” que Pedro Leite tinha no primeiro treino em que participou, ainda em criança, valeu-lhe uma alcunha que perdura até hoje. “É uma imagem de marca”, assume, a par dos golos e das assistências que tem por norma fazer ao longo de cada temporada. “Fico contente e espero continuar”, atira o jogador do FC Cesarense.

Com apenas seis anos, um vizinho, que era diretor no CD Arrifanense, convenceu Pedro a participar num treino da equipa de Arrifana. “Tinha a palinha mesmo a Tinitm. Foi a partir daí que me começaram a chamar assim e nunca descolou”, a ponto de se tornar numa “imagem de marca” do avançado.

Completou a formação na AD Sanjoanense, passou uma época nos juniores do Braga e estreou-se como sénior pelo FC Cesarense, então no Campeonato de Portugal. De volta ao Mergulhão, estreou-se a marcar, esta época, na vitória por 3-0 diante da JD Carregosense, e logo a dobrar.

“Fico contente e espero continuar a fazer golos ou assistências, porque é isso que vale vitórias. Mas se não for eu que seja outro e que continuemos a ganhar. O que interessa são os três pontos”, aponta. As difíceis condições climatéricas não foram problema, até porque o treino que antecedeu o jogo decorreu em “condições mais adversas e correu lindamente” à equipa. “Parecíamos todos peixes dentro de água”, graceja Tintim.

Pela primeira vez esta época, o FC Cesarense somou a segunda vitória consecutiva no Campeonato SABSEG e vai numa série de três encontros seguidos sem perder e sem sofrer golos na prova. O segredo está na pontaria, segundo o avançado. “Noutros jogos, merecíamos ter ganho, mas precisávamos de cinco ou seis oportunidades para marcar. Nestes últimos não temos precisado de tantas”, comenta.

Aos 27 anos, Tintim vai conciliando a carreira no futebol com alguns “part-times”, aqui e ali. Continua a colocar “o futebol à frente, porque sonha-se sempre”, mas garante não estar obcecado com isso. Certo é que só voltará a emigrar se isso lhe garantir uma vida “muito melhor” da que leva por cá.

“Estive duas vezes na Suíça, a primeira no Freibourg, na 4.ª Divisão, e a segunda na condição de arranjar um trabalho e encontrar um clube de uma divisão mais abaixo. Só que é muito difícil para quem inicia uma vida profissional lá fora. Só volto a sair se for com condições muito acima das que tenho neste momento”, reforça.

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Futebol Clube Cesarense

4 de Novembro de 2021
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