O barbeiro Gaído “aparou” a vitória da ADC Lobão com dois golos

Fábio Ferreira é barbeiro de profissão e, desde que chegou à ADC Lobão, esta temporada, já conseguiu angariar quatro novos clientes no plantel lobanense. O defesa esteve afastado do futebol durante dois anos para poder trabalhar numa discoteca, mas regressou aos golos no recente duelo da 1.ª Divisão Distrital entre a sua equipa e a UD Mansores, e logo com um “bis”.

Ganhou a alcunha de Gaído na pequena aldeia da avó e da mãe - com o mesmo nome -, porque sempre que Fábio Ferreira visitava a família, os vizinhos tratavam-no dessa forma. “Ficou, e é algo de que me orgulho muito, porque tenho a alcunha da terra da minha avó e da minha mãe”, admite.

Esta época, na ADC Lobão, Gaído reencontrou a oportunidade de poder jogar futebol, depois de nos últimos dois anos ter trabalhado numa discoteca, o que o impediu de pisar os relvados. “Aceitei o desafio do Lobão porque tinha mesmo saudades do futebol”, admite, lembrando que, “no entanto, houve um ligeiro abalo quando o treinador anterior saiu ainda antes do início da época”.

“Nessa altura estava com a confiança em baixo, mas a chegada do António Correia mudou a equipa por completo, que começou a jogar como devia. Já tinha trabalhado com ele e sei que é alguém que dá confiança aos jogadores”, revela.

O defesa, de 33 anos, diz-se mais motivado por bisar no regresso ao futebol, “até porque a última vez que aconteceu marcar dois golos num jogo ainda estava nos juniores”. “Era um jogo importante, porque o Mansores é um candidato à subida. No entanto, entrámos com tudo e com vontade de resolver as coisas cedo. O grupo está muito unido e motivado e o meu primeiro golo ajudou a desbloquear a estratégia do adversário”, sublinha.

Gaído começou a sua aventura no futebol no SC Paivense, passando pelo São Martinho e a Oliveirense, da Taça Fundação Inatel. Depois, viria a jogar no Canedo FC e no Marco 09. Apesar da sua carreira de sete anos no exército, o defesa nunca deixou de jogar futebol, mas foi também aí que descobriu mais uma paixão. “Sou barbeiro porque quando estava na tropa ganhei o gosto de cortar o cabelo aos meus colegas. Tirei o curso depois de sair do exército e posso dizer que adoro a minha profissão. De vez em quando ainda vão três ou quatro jogadores do Lobão à minha barbearia”, revela.

Além dos novos clientes, Gaído também conta com “a amizade e união” do plantel lobanense, confiando nas capacidades do grupo para atacar o campeonato. “Quero ajudar a equipa a subir de divisão para que chegue ao lugar que merece. Estou muito empolgado com este projeto. Só vou deixar de jogar de futebol quando já não tiver forças. Estive sem jogar e senti muita falta disto”, conclui.

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30 de Outubro de 2020
Vítor Hugo Carmo
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