O 47, a "remontada" e as ambições de um jovem que se apaixonou pelo futsal

Nas quadras, Daniel Silva é conhecido por 47. O motivo? Envolve uma das suas referências e amigo, João Oliveira, que será seu adversário no próximo sábado. O fixo do Arrifanense tem sido uma das peças importantes na recuperação da equipa na tabela, ele que ainda não deixou morrer o sonho de chegar à 1.ª Divisão Nacional.

A camisola não engana. Dani, como é conhecido no universo do futsal, tem no 47 o número de eleição, o qual tem, inclusivamente, tatuado no corpo. A “culpa” é de João Oliveira, amigo de longa data, que irá defrontar no sábado, quando Arrifanense e CD Cucujães medirem forças, em Arrifana.

O duelo segue-se a uma vitória na Gafanha, por 5-3, num jogo em que os verde e brancos foram obrigados a transcenderem-se na segunda parte. Ao intervalo, os visitantes perdiam por dois golos. No balneário, “o mister abriu os olhos” da equipa, mostrando-lhe que, “para vencer, tínhamos de ter mais vontade do que eles”.

Para Dani, foi mesmo pelo crer que o Arrifanense conseguiu dar a volta ao resultado, uma cambalhota iniciada e concluída pelo fixo. “Todos os golos foram importantes, mas é sempre bom marcar e, principalmente, dar a vitória à equipa”, assume, ele que vê na atual temporada uma oportunidade para dar um novo fôlego à carreira.

Aos 24 anos, mantém esperanças em tornar a disputar os campeonatos nacionais, depois da experiência no Dínamo Sanjoanense, na época passada. “Espero poder voltar a esses patamares e, quem sabe, um dia, chegar à 1.ª Divisão, que é um dos meus maiores sonhos”, atira o jovem, que partilha a paixão pelo futsal com o emprego numa fábrica de componentes de calçado, que o obriga, não raras vezes, a uma autêntica correria para poder comparecer aos treinos.

“Quando se faz por gosto não há problema”, garante Dani, que fez a sua formação no futebol. “Era uma coisa que adorava e nunca imaginei trocar, mas a transição para sénior é um bocado complicada”, a qual o levou a experimentar o futsal, após insistência dos amigos que jogavam nos Sub-20 do Futsal Azeméis. “Acabei por gostar e, hoje, não volto a trocar. Adoro o futsal”.

Até ao final da época, o fixo espera ajudar o Arrifanense a ter uma prestação tranquila no Campeonato Grande Hotel de Luso. “Vamos tentar acabar nos cinco primeiros lugares”, diz, ainda que o principal objetivo da temporada seja chegar à final four da Taça Distrito de Aveiro.

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10 de Janeiro de 2020
Rui Santos
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