Nuno Pinto, o eterno goleador que quer voltar a fazer história no Canedo

Onze anos depois, Nuno Pinto decidiu voltar a Canedo movido pela saudade e pela ambição de voltar a fazer história no clube, anseios fortes o suficiente para adiar a reforma. O seu “bis” diante da Ovarense permitiu a reviravolta no resultado e um triunfo importante para os canarinhos encurtarem distâncias para a zona de subida ao Campeonato SABSEG. “Não me pediram para subir, mas tenho essa esperança”, assume o goleador, já quarentão.

Estávamos no virar do milénio quando um ainda jovem Nuno Pinto chegava a Canedo, então na principal divisão do distrital de Aveiro. As seis épocas que se seguiram foram de grande sucesso, pessoal e coletivo, com o emblema canedense a chegar à, entretanto extinta, 3.ª Divisão Nacional.

“Foram anos muito bons. Deixei muitos amigos”, entre os quais José Neves, o atual treinador da equipa. “Sempre tivemos uma amizade muito forte”, conta Nuno Pinto, enquanto admite que ela também pesou na hora de dar o sim ao Canedo, no início desta época.

“Nunca pensei em voltar. No ano passado joguei no clube do meu coração, o Nespereira, com o intuito de terminar a carreira onde comecei. Só que o Pedro, vice-presidente do Canedo, desafiou-me. Disse-me que a minha experiência ia ser muito importante, e o facto de o treinador ser o Neves ajudou a regressar”. O avançado assume que chegou a ponderar terminar a carreira no final da temporada passada. “Fui operado à cervical e não sabia se ia poder continuar a jogar. Felizmente, correu tudo bem”, de tal forma que, hoje, é um dos indiscutíveis no onze do Canedo.

“Temos uma equipa engraçada, que pode dar muitas alegrias aos canedenses”, a qual lhe tem dado uma importante ajuda para fazer o melhor sabe, marcar golos: “Se tenho oito até este momento é porque alguém me mete as bolas, porque não sou nenhum Cristiano Ronaldo nem Messi”.

O Canedo fechou a primeira metade do campeonato com um importante triunfo diante da Ovarense (2-1), com Nuno Pinto a bisar para a reviravolta no marcador. “A Ovarense tem uma excelente equipa, mas o Canedo foi superior”, ficando mais perto da zona de promoção. “Espero fazer uma grande segunda-volta e chegar aos lugares que dão acesso à subida, mesmo que o clube não nos tenha pedido isso”, remata Nuno Pinto.

Aos 40 anos, o avançado só terminará a carreira quando se “sentir a arrastar em campo”. Pela amostra, isso não acontecerá tão cedo. Nuno é um homem de fibra, que se levanta todos os dias às 6 horas para ir trabalhar, numa empresa de distribuição. “Saio do trabalho, venho a casa, troco de roupa e vou para o treino”, tudo em ritmo acelerado, ao qual se foi habituando ao longos dos anos. “As pessoas perguntam-me como é que ainda jogo. Jogar e trabalhar não é para qualquer um. Ficamos com pouco tempo para nós, mas o futebol é bonito. Devemos usufruir dele o maior tempo possível”.

Fotografia
Canedo Futebol Clube

24 de Janeiro de 2019
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