Marcos Cardoso diz-se feliz "por tudo se ter alinhado" para o sucesso do CD Arrifanense

Após a vitória na prova de atribuição de uma eventual vaga na próxima edição da Taça de Portugal de futsal masculino, no passado fim de semana, Marcos Cardoso confessou aos seus jogadores que se “considerava o mais feliz deles todos, porque eles mereciam esta recompensa”. Após a retoma competitiva, o CD Arrifanense não sofreu qualquer derrota, mérito de um plantel que foi capaz de se moldar a uma nova metodologia de trabalho. “Quando os fatores se reúnem e as coisas se concretizam temos de aproveitar. Estou muito feliz por tudo se ter alinhado”, refere o técnico.

O confinamento que mediou o final prematuro do Campeonato Grande Hotel de Luso e a criação das provas finais que encerraram a época de futsal da Associação de Futebol de Aveiro trouxe um novo capítulo ao projeto do CD Arrifanense. Marcos Cardoso e a sua equipa técnica foram promovidos dos juniores e trouxeram consigo sete jovens, que concluíram a temporada no plantel principal. “Havia muita vontade de transmitir uma nova forma de trabalhar, que foi resultando”, explica o treinador, que elogia os atletas “pela maneira como se predispuseram a trabalhar e a aceitar uma nova abordagem”.

Depois de vencerem a prova que escalonou as equipas que ficaram classificadas entre o 9.º e 14.º lugar, os “verde e brancos” mantiveram a dinâmica de vitórias na fase que decidiu a equipa de Aveiro que ocupará uma eventual vaga na Taça de Portugal, em 2021/2022. Em dois dias, derrotaram a ARCA (6-4), na meia-final, e o FC Barcouço (2-1), na final, conjuntos que disputaram afincadamente uma vaga na Taça Nacional, arrebatada pelo GD Beira-Ria.

“Quando tivemos de defrontar equipas que disputaram essa fase conseguimos superá-las. Isso deixa-nos com aquela dúvida do que poderia ter acontecido se tivéssemos tido acesso a essa fase de subida. Quero acreditar que, com este grupo fantástico, estaríamos a lutar por essa subida”, atira Marcos Cardoso.

Pese embora a dureza que implica ter de disputar dois jogos oficiais num espaço de três dias, o técnico optou por “não quebrar a rotina” de trabalho na preparação do playoff. “Foram dadas algumas indicações aos atletas. Pedimos que, quem tivesse essa possibilidade, fizessem banhos de água fria e demos alguns conselhos ao nível de alimentação e a nível psicológico”, explica, sempre com a expetativa de a equipa ultrapassar a meia-final e marcar presença no jogo decisivo, o que viria a suceder.

É que, em Arrifana, procura-se “trabalhar como na 1.ª Divisão”. Para cada jogo é feito um planeamento pormenorizado, de forma a “deixar os atletas mais confortáveis” com a missão que têm de desempenhar em campo. “Preparámos estes dois últimos jogos exaustivamente, tendo a noção de que para chegarmos a sábado tínhamos de passar primeiro na quinta-feira”, assinala o treinador, que se mostra feliz por poder vir a dar seguimento ao recente histórico de participações do clube na Taça de Portugal de futsal masculino. “O Arrifanense tem estado presente nas últimas edições e queríamos muito voltar a estar na época que se aproxima”, afirma.

Colocado um ponto final na atual temporada, Marcos Cardoso acredita que “a próxima época será boa”, apesar dos “grandes investimentos que estão a ser feito por clubes que disputam a mesma divisão”, diz. “Seriedade e trabalho” serão as armas do CD Arrifanense para uma temporada positiva, acrescenta o treinador, num clube que pretende continuar a “formar jovens atletas que possam, em breve, trazer a competitividade que já demonstraram” na ponta final desta época.

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16 de Junho de 2021
Rui Santos
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