Luís Rodrigues: "Se tivermos cuidado connosco, automaticamente teremos com os outros"

Mesmo em tempo de pandemia, Luís Rodrigues continua a fazer muitos quilómetros por dia. É distribuidor de gás, no distrito de Coimbra, um bem essencial que o levou a continuar a trabalhar sem restrições ao longo do estado de emergência nacional. Os cuidados são redobrados, em proporção com as saudades do futebol.

Para o jogador do CRAC, da 1.ª Divisão Distrital, o dia a dia pouco ou nada mudou com a chegada do novo coronavírus a Portugal. “Há sempre aquele receio de ficarmos contaminados, mas vamos tentando seguir as normas que nos recomendam. Fiz sempre os horários normais. Como o gás é um bem essencial, nunca parei”, conta.

As diferenças começam sempre que chega a casa, em que o ritual passou a ser “tirar a roupa à entrada, desinfetar logo as mãos e tomar banho”. Depois, há o futebol. Ou melhor, as saudades dele. Sim, porque “quem anda no futebol amador fá-lo por gosto”. E se, no passado, a vontade de fazer gazeta aos treinos em dias de chuva ou de frio aparecia de vez em quando, hoje, “mesmo com um temporal, voltaríamos a treinar e a jogar”, assegura.

Até lá, pede cautelas a todos na hora de sair de casa. “Devemos usar máscaras na rua e, se possível, levar um desinfetante no bolso”. Lavar as mãos frequentemente é essencial, sublinha o jogador, que considera importante mantermos a calma. “Não devemos cair em demasiado alarmismo. Se tivermos cuidado connosco ao nível da proteção, automaticamente teremos com todos os outros”, remata.

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18 de Abril de 2020
Rui Santos
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