Lucas fez a sua parte no fim de semana goleador da família Rodrigues

Na JuveForce são os defesas quem mais desbrava os sinuosos caminhos das balizas adversárias. O pódio dos melhores marcadores da equipa é totalmente ocupado por elementos do setor recuado, entre eles Lucas Rodrigues, que carimbou o regresso aos triunfos da equipa na 1.ª Divisão Distrital, sete jornadas depois. “Foi um alívio e, ao mesmo tempo, uma satisfação enorme”, refere o central.

Com a época a entrar na fase das decisões, cada vitória ganha redobrada importância. Se a mesma interromper uma série longa de desaires e for conseguida com uma reviravolta na última meia hora, o caso ganha ainda mais relevância.

“A vitória veio em boa hora. Estamos na reta final e os pontos são sempre bem-vindos”, assume Lucas Rodrigues, que, mesmo correndo o risco de cair num clichê, culpa a falta de sorte pela recente série de resultados negativos. “Tem-nos faltado a ‘estrelinha’ em alguns jogos. Os jogos acabam por ser todos equilibrados. Uma falta de concentração num momento crítico torna difícil dar a volta”, explica.

O cenário parecia repetir-se no último domingo, diante do Arrifanense, que se adiantou no marcador a fechar o primeiro tempo. No entanto, a JuveForce não baixou os braços e conseguiu dar a volta ao resultado, por Xavi Gil e Lucas Rodrigues, que consumou a ‘remontada’ com um desvio ao primeiro poste, na sequência de um pontapé de canto.

“Estar a perder até à última meia hora e conseguir dar volta sabe ainda melhor”, confessa o defesa, que fala de “algo que a equipa já procurava há algum tempo”, e que a deixa a depender apenas de si para se salvar da despromoção: “Se ganharmos todos os jogos, não ficamos à espera de terceiros”.

Aos 25 anos, Lucas Rodrigues vive uma época positiva em termos individuais, com quatro remates certeiros no campeonato. “No ano passado também fiz quatro golos, mas dois na baliza errada”, graceja, ele que, esta temporada, também já apontou um autogolo. “Para já, o score está com três positivos”, atira, entre sorrisos.

O defesa é o terceiro melhor marcador de uma equipa que tem vivido, sobretudo, da pontaria dos homens mais recuados. “Falta de eficácia dos nossos avançados? A sorte não nos tem sorrido. Falham-se alguns golos cantados e depois têm de ser os defesas a fazer o trabalho dos avançados. Mas o que interessa é o trabalho de equipa”, diz um divertido Lucas, que confidencia que, nos treinos, os defesas procuram espicaçar os avançados a elevarem a eficácia. “Mesmo assim, eles têm perdido muitas vezes”, brinca.

Formado no Sampedrense, de Viseu, Lucas ainda disputou os Campeonatos Universitários até se mudar para os distritais de Aveiro. Passou pelo CRAC e pelo Calvão antes de se mudar para a JuveForce, no início desta época. Licenciado em Finanças e Contabilidade, cresceu numa família ligada ao futebol. O irmão mais velho é jornalista e o mais novo joga no Sampedrense. Por sinal, também marcou um golo no último domingo. Foi, definitivamente, um fim de semana cheio para a família Rodrigues.

14 de Março de 2019
Rui Santos
[email protected]
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