Linha Final: Receio é palavra proibida na estreia da Nogueira da Regedoura na 1.ª Divisão

Sem perder a identidade construída ao longo da última temporada, a AD Nogueira da Regedoura pretende, em 2020/2021, “afirmar-se como uma equipa de 1.ª Divisão”, salienta o seu treinador, Nuno Gonçalves. Antevendo a época de estreia na prova, o técnico sublinha que “a palavra receio é proibida” para encarar “um campeonato que vai ser uma incógnita”.

Após um ano que classifica de sonho, “porque foram alcançados números que são imbatíveis”, Nuno Gonçalves, técnico que conduziu a equipa do concelho de Santa Maria da Feira à subida de divisão, não quer ser batido pela realidade. Na próxima época, espera-o “uma competição mais forte, que exigirá adaptação, mas não se pode temê-la”, salienta, até porque é intenção da AD Nogueira da Regedoura, “um clube com uma estrutura pequena mas valiosa”, afirmar-se na 1.ª Divisão Distrital.

Depois de ter terminado a última edição da zona norte da 2.ª Divisão Distrital na 1.ª posição, o técnico pretende “levar as mesmas ideias que puseram a equipa na 1.ª Divisão para nova época”, uma vez que “não faz sentido mudar tudo só porque a divisão vai ser diferente”. “É outro nível, mas vamos tentar afirmar-nos com o que adquirimos na época passada”, garante o treinador. Isso passa por “lutar sempre pela vitória e tentar jogar bom futebol, que foi o que nos fez ter sucesso quando ninguém acreditava em nós”, completa.

Na próxima temporada, a 1.ª Divisão Distrital já adotará um modelo competitivo assente em duas zonas, norte e sul, o qual irá prevalecer daí em diante. Nuno Gonçalves lembra que “as cinco equipas que subiram jogaram juntas na época passada, mais as que já lá estavam”, o que leva a um nível de conhecimento profundo entre todos os clubes. Depois, há o facto de a prova ser disputada por apenas 11 equipas, o que pode dar azo a surpresas, pois “a regularidade não tem de ser tão grande”. “Algumas podem vir a destacar-se na classificação mais cedo e, depois, virem a ser um caso sério”, avisa o técnico, que deixa um alerta: “Quem não tiver atenção no início pode ficar a arder”.

Até por isso, os planos da AD Nogueira da Regedoura passam por “entrar bem (no campeonato) para, depois, estar mais à vontade e, talvez, poder decidir lutas”. O plantel mantém a espinha dorsal da época passada, ao qual foi acrescentado “alguma qualidade, para o tornar um bocadinho mais competitivo”. Esses retoques não foram feitos a qualquer custo. “Aqui não pagamos nada, nem prémios de jogo”, assinala Nuno Gonçalves, o que torna “muito difícil ir buscar jogadores com alguma experiência”. Para si, outros valores se levantam no clube, tais como “um espírito muito forte, que nas horas más o leva a outros patamares”. “Queremos levar essa força para a próxima época. Não vamos virar a cara à luta”, promete.

Plantel da AD Nogueira da Regedoura:
Guarda-redes: Guima, Mota, Nelson Maia (sem clube);
Defesas: Cruz, Edgar, Rui, Chico, Moreira, Zequinha, Armando, Zito, Emanuel Madeira (ex-AD Argoncilhe);
Médios: Jota, Machado, Tiga, Batista, Batistinha, Ricardo Pinto, Diogo, Rafa, Carlos Oliveira (ex-Relâmpago Nogueirense);
Avançados: Bruninho, Perry, Nani, Xavito, Wilson Santos, João Ramos (sem clube), Pedrinhas (ex-AD Argoncilhe) e João Loureiro (ex-Reguenga Palhota).

Fotografia
Associação Desportiva Nogueira da Regedoura

9 de Agosto de 2020
Rui Santos
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