José Leite fez o primeiro "hat-trick" do Campeonato SABSEG a alta velocidade

José Leite assume que nem é jogador para fazer muitos golos, mas foi dele o primeiro “hat-trick” da atual edição do Campeonato SABSEG, feito conseguido a alta velocidade na vitória do Avanca, por 4-1, diante do Paivense. Fã de Mohamed Salah, do Liverpool, o jovem avançado, de 19 anos, espera dar passos seguros numa escalada que, espera, o leve a escalões superiores.

Mais habituado a assistir os companheiros do que propriamente a fazer o gosto ao pé, José Leite ainda não se tinha estreado a marcar no Campeonato SABSEG, mas fez por tornar a ocasião especial. Aproveitando a velocidade, que admite ser o ponto forte do seu jogo, o avançado colocou a bola no fundo da baliza do Paivense por três vezes, entrando para a história da competição como o primeiro jogador a consegui-lo em 2018/2019.

“Foi especial por ter sido o primeiro”, admite o atacante, que aproveitou o facto de “a defesa do Paivense ter dado muito espaço nas costas” para brilhar. “Os meus colegas deram-me os parabéns pelos golos e perceberam que foi um jogo especial para mim”, conta um José Leite feliz pelos golos que apontou, mas também pelo triunfo que ajudou o Avanca a alcançar.

“Temos conseguido dar a volta ao início do campeonato”, marcado por algumas derrotas, que se explicam pelas muitas mudanças no plantel. “Entretanto, adaptámo-nos uns aos outros e já se nota uma diferença. Os resultados demonstram-no”, de tal forma que a Atlética já é 10.º classificada, fruto de cinco vitórias e um empate nos últimos sete jogos.

Um dos segredos para a atual fase positiva de resultados prende-se com a intensidade que a equipa coloca ao longo dos 90 minutos de cada desafio. “Temos uma forma muito intensa de jogar”, a qual, acredita o avançado, fará a equipa “continuar a subir na tabela”.

Aos 19 anos, José Leite vai fazendo pela vida dentro e fora das quatro linhas. Para além de se fazer notar com a camisola do Avanca, está a estudar Marketing. O sonho é chegar longe no futebol dando “passos seguros”, por forma a viver “uma carreira sem oscilações”, a qual começou no Lordelo. “Era num pavilhão, em Vale de Cambra. O meu pai queria que começasse a jogar, porque jogava muito na rua. Foi muito bom”, recorda. Seguiram-se Oliveirense, Feirense, FC Porto, Sanjoanense e Cesarense, um percurso de respeito nas camadas jovens que o satisfaz: “Não me sinto diferente por causa disso, mas gosto de ver isso no meu currículo”.

20 de Dezembro de 2018
Rui Santos
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