João Paulo aponta o caminho para o crescimento do Estarreja no Campeonato SABSEG

Para os fãs do Campeonato SABSEG, deixou de ser surpresa ver João Paulo puxar do pé esquerdo para tentar o golo de meia distância. O avançado brasileiro, de 25 anos, é o melhor marcador do Estarreja na prova, mas é humilde o suficiente para admitir que vem tendo “alguma sorte” na hora de atirar à baliza, até porque a sua especialidade é mais construir jogadas do que propriamente finalizá-las.

O regresso aos triunfos do Estarreja na elite aveirense coincidiu com o reacender da chama goleadora de João Paulo. O brasileiro contribuiu com um golo na vitória por 4-0 diante do Oliveira do Bairro, um resultado que esconde algumas dificuldades criadas por um relvado pesado e por um adversário bem organizado. “Só conseguimos fazer o primeiro golo aos 45 minutos. Depois, o Oliveira do Bairro teve de abrir mão de defender e começámos a ter espaço para podermos aumentar o placard”, recorda o avançado, autor do 2-0, num remate de fora da área bem colocado.

“Tenho um bom remate de pé esquerdo, mas também estou tendo um bocado de sorte”, admite, ele que se define “mais um armador do que um finalizador”. “Costumo fazer muitos golos de média, longa distância. Muitos não acreditam que pode sair um remate distante, mas estou a ser feliz”, completa o atacante, que vê no triunfo do último domingo “um resultado fundamental” para uma equipa “jovem, com muitos meninos novos, que ainda não tinham tido a oportunidade de jogar nesta divisão”. “Eles só agora estão a começar a entrosar-se, e também tivemos alguns problemas com lesões. Acredito que, agora, podemos vir a ter uma boa sequência para somarmos pontos”, acrescenta.

Aos 25 anos, João Paulo viu no Estarreja a porta para regressar ao futebol, do qual esteve afastado durante dois anos devido a uma lesão grave. O brasileiro, que antes de chegar a Portugal tinha jogado no Coimbra e no Vila Nova, decidiu viajar para o nosso país influenciado por alguns amigos, tendo-se juntado ao plantel do Estarreja na época passada. “Quis continuar esta temporada porque sabia que ia ter mais espaço para jogar”, confessa o avançado, que mantém a esperança de chegar ao futebol profissional.

7 de Novembro de 2019
Rui Santos
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