João Maio reencontrou-se no mediático Campeonato Grande Hotel de Luso

Já haviam passado alguns anos desde que João Maio, ala da Juventude de Fiães, havia marcado por quatro vezes num só jogo. As lesões não ajudaram, mas o jogador não esmoreceu e, no último sábado, brilhou no triunfo dos fianenses diante da ARCA, por 9-4, na 9.ª jornada do Campeonato Grande Hotel de Luso. “Estamos na luta”, garante, ele que encarou o falecimento do pai, em junho deste ano, como uma fonte de “força e inspiração para continuar a batalhar”.

Aos 27 anos, João Maio decidiu experimentar a principal divisão do distrital de Aveiro movido pelas condições oferecidas pela Juventude de Fiães e pelo mediatismo de um campeonato que, “em várias épocas, viu jogadores saírem para a 1.ª Divisão Nacional, muito à custa do trabalho da AFA TV”.

O ala confessa que chegou a Aveiro “com a ideia de um campeonato mais fraco”, mas não demorou a perceber que, nele, “o primeiro pode perder com o último, como já aconteceu”. Esse equilíbrio e alguma “falta de sorte” ajudam a explicar o arranque aos repelões da Juventude de Fiães no Campeonato Grande Hotel de Luso, com dois empates e uma derrota nas primeiras três jornadas.

“Costuma dizer-se que não há campeões sem sorte e, no início da época, não a tivemos”, refere João, que viu a equipa crescer ao longo da época, “sobretudo defensivamente”. Isso traduz-se numa série de seis jogos consecutivos sem perder, com apenas um empate nesse intervalo. “Estamos na luta. Só dependemos de nós e o objetivo mantém-se”, atira, em alusão à luta pelo título.

No último fim de semana, a Juventude de Fiães regressou às vitórias no campeonato, após o empate a uma bola com o Mozelos, “um resultado justo num bom jogo”. Na receção à ARCA, os fianenses venceram por 9-4, com João Maio a completar um ‘póquer’. “Foi especial. Já não fazia um há muitos anos”, confessa, até porque, nas duas últimas épocas, teve de recuperar de duas lesões graves. “Apesar de três dos golos que marquei terem sido no 5x4, sem o guarda-redes na baliza, também é importante defender e roubar a bola para poder marcar”, ressalva.

20 de Dezembro de 2019
Rui Santos
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