“Já não aguentávamos mais tentar mas não conseguir vencer”

Foi necessário esperar uma volta completa do Campeonato SABSEG para ver o Vista Alegre estrear-se a vencer na prova. “Já não aguentávamos mais tentar mas não conseguir vencer”, admite Danilo Andrade, autor do golo que quebrou a malapata. “Acredito que vamos entrar numa boa fase e sair desta situação”, refere o médio brasileiro, de 22 anos.

“É claro que nenhuma equipa gosta de ter uma sequência tão grande sem uma vitória, mas conversávamos e sabíamos que tínhamos de continuar unidos e focados para sair desta situação”. O diagnóstico, traçado por Danilo, espelha a perseverança de uma equipa que se recusou a vergar a uma longa série sem triunfos.

“Estávamos a trabalhar bem e acreditávamos que, mais dia menos dia, a vitória ia aparecer”, algo que acabou por suceder no último domingo, na receção ao Paivense. O jogo ficou decidido com um pouco usual tento com o pé esquerdo do destro Danilo, “um belo golo”, que o médio fez chegar ao outro lado do Atlântico.

“Postei-o nas minhas redes sociais e as pessoas ficaram muito contentes. Recebi várias mensagens para continuar assim”, conta, enquanto enaltece o empenho da equipa em manter a vantagem até final. “Fui o autor do golo da vitória, mas se não nos dedicássemos até ao fim não tínhamos mantido o 1-0”.

A ocasião foi muito celebrada por todos. “Foi um festejo de alívio por uma vitória que esperávamos há muito tempo”, mas Danilo sabe que se o Vista Alegre “não lhe der seguimento ela não vale de nada”. “Esperamos encaixar uma boa sequência de vitórias para inverter a situação em que nos encontramos. Ainda há muitos pontos por se disputar. Muita coisa vai acontecer”, acredita o médio, que espera conseguir “colocar o Vista Alegre na posição que merece”.

Aos 22 anos, o brasileiro vai na segunda temporada em Portugal. Começou no Famalicão, pelo qual marcou seis golos em 18 jogos, na época passada. Não conseguiu evitar a queda do clube à 1.ª Divisão Distrital, mas chamou a atenção do Vista Alegre, que o recrutou.

Para trás ficou uma adolescência com muito futebol, ao qual resolveu dar uma segunda oportunidade. “Joguei no Nova Iguaçu e no Tigres. Depois, estive parado, por opção, porque achei que fui injustiçado. Fui estudar para poder entrar na formação militar, até que surgiu a oportunidade de vir para Portugal”.

Danilo conversou com os pais, que o aconselharam a seguir o seu sonho. “Agora, pretendo ficar em Portugal por muito tempo. Quero trazer a família e fazer vida por cá”, assume o médio, que tem como ídolo Ronaldinho Gaúcho e que cresce a ver jogar craques como Iniesta, Xavi, Pogba, Toni Kroos ou Casemiro.

31 de Janeiro de 2019
Rui Santos
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