Hino ao ‘fair play’ em jogo de benjamins teve final surpreendente

O jogo de Benjamins B, entre o Paços de Brandão e o Sporting de Espinho, a contar para a 12.ª jornada do Campeonato Distrital, ficou marcado por um ato de fair play da equipa da casa, com o treinador brandoense, Rafael Magalhães a dar ordem para a sua equipa entrar em campo com apenas 5 elementos, os mesmos que o técnico dos “tigres” tinha ao seu dispor.

O final da partida disputada em Paços de Brandão acabou por ser surpreendente, já que a equipa da casa tinha seis jogadores suplentes, mas foi o Sporting de Espinho a vencer por 6-5 no último segundo do encontro, com um golo de Rodrigo Rocha, curiosamente o autor dos seis tentos dos “tigres”.

Para Rafael Magalhães do Paços de Brandão, “tratou-se de um exemplo do qual os jogadores não se vão esquecer”. “Eu estava na palestra com os jogadores e fui avisado pelo meu diretor. Depois, avisámos o árbitro de que iriamos entrar com cinco jogadores em campo e não houve qualquer impedimento. A ideia que quis passar aos jogadores foi a de que podemos querer sempre ganhar, mas não o devemos fazer a qualquer custo. Para que isso aconteça, temos de ser mais fortes e melhores”, relata o técnico, acrescentando que “se o Paços de Brandão alinhasse com sete jogadores seria um castigo para os atletas do Sporting de Espinho, que não têm culpa nenhuma”. “Foi um final de jogo surpreendente, até porque ao fim de dez minutos já estávamos a vencer por 3-0. Contudo, o Espinho trabalhou mais do que nós e o resultado final acabou por ser uma boa lição para nós, porque sem trabalho e dedicação não conseguimos alcançar os nossos objetivos”, admite.

Para Jorge Novo, treinador do Sporting de Espinho, tem sido difícil “reunir jogadores para os jogos, porque no plantel há apenas oito jogadores”. “No dia do jogo fui avisado de que três jogadores faltariam, o que nos deixou apenas com 5 elementos”, recorda. O técnico revela que os seus jogadores ficaram surpreendidos com a atitude do Paços de Brandão, que também diz ser “uma lição para todos os agentes do futebol”. “Os meus jogadores também sabiam que, mesmo em igualdade numérica, o jogo seria exigente. Tenho de agradecer ao Paços de Brandão porque estávamos numa situação complicada. No final, acabámos por vencer e o ensinamento que podemos tirar disso é que o resultado não é o mias importante, mas que nas adversidades por vezes o nosso esforço pode ser compensado se nos focarmos nos objetivos”, conclui o técnico.

3 de Janeiro de 2019
Vítor Hugo Carmo
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