Gustavo ajuda a defender e a atacar no arranque prometedor da Ovarense no Campeonato SABSEG

Ao cabo de três jornadas, o Campeonato SABSEG tem quatro equipas destacadas no topo da tabela classificativa. São João de Ver, Pampilhosa, União de Lamas e Ovarense ainda não cederam qualquer ponto na prova, sendo que os ‘vareiros’ são os únicos deste lote que foram promovidos, na última época, da 1.ª Divisão Distrital. “Se calhar, estamos a causar alguma surpresa, mas para nós não é”, atira Gustavo Magalhães, central goleador, que decidiu voltar a casa esta época.

O defesa esteve os últimos nove anos em Estarreja, mas era entre o Pavilhão Raimundo Rodrigues e o Estádio Marques da Silva que passava os fins de semana na juventude. “Senti que esta era a altura ideal para dar o meu contributo ao clube da minha terra”, diz, sentimento que ganhou outra força por, recentemente, ter aberto um gabinete de fisioterapia em Ovar e por ser o fisioterapeuta da equipa profissional de basquetebol do clube. Por vezes, os companheiros de equipa requerem os seus serviços, e mesmo que Gustavo tente “separar um bocadinho as coisas”, mostra-se “sempre disponível” para ajudar.

Aos 30 anos, o defesa mostra maturidade e lucidez na forma como aborda o arranque de temporada imaculado dos ‘vareiros’. “Se nos dissessem antes de a época começar que à terceira jornada teríamos nove pontos, se calhar muita gente não acreditaria”, mas a qualidade da equipa e um calendário simpático ajudaram ao feito. “Ele foi-nos um bocadinho favorável, porque, nas primeiras três jornadas, jogámos com duas equipas que subiram de divisão juntamente connosco. Não estou a dizer que elas são mais fracas do que as outras, mas a verdade é que ainda não jogámos com os chamados ‘tubarões’, aqueles que pretendem subir de divisão”, explica.

Ciente de que “a dificuldade vai continuar a aumentar”, Gustavo Magalhães promete uma Ovarense a lutar, jornada após jornada, por pontos que lhe garantam “o grande objetivo desta época, a manutenção, algo que o clube ainda não conseguiu” desde que regressou ao futebol sénior. “Ainda no ano passado vimos equipas fazerem uma primeira volta muito boa, mas, depois, acabaram por descer. Nós não queremos ser mais um exemplo desses”, atira.

Para já, o central vai ajudando não só a evitar os golos dos adversários, como também a colocar a bola no fundo das balizas contrárias. Em duas jornadas leva igual número de golos marcados, nada que surpreenda por aí além num jogador que se habituou a fazer o gosto ao pé por várias ocasiões ao longo de cada época. “Não sei explicar isso. No Estarreja, por diversas circunstâncias, acabava por ser eu a assumir os penáltis e também fazia alguns golos de livre direto. Depois, nas bolas paradas, sempre fui agressivo no ataque à bola. Estes golos são prova disso”, refere.

Tal como o Famalicão na Liga NOS, a Ovarense vem fazendo do regresso ao convívio dos grandes, neste caso de Aveiro, uma ocasião bem especial. “São patamares diferentes, mas tal como estão à espera de que o Famalicão comece a cair na tabela, acho que isso também acontece connosco. Todas as equipas estão crentes de que, entretanto, vamos ceder pontos, mas esperamos que isso aconteça o mais tarde possível”, remata o Gustavo.

Fotografia
Associação Desportiva Ovarense

27 de Setembro de 2019
Rui Santos
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