Gazela não resistiu a voltar a casa e não demorou a dar nas vistas pelo CD Cucujães

Por certo já terá ouvido dizer que não é lá muito boa ideia voltar a um local onde foi feliz. A ideia ganhou raízes no nosso imaginário, mas há sempre quem esteja disposto a desconstrui-la, mostrando que o que outrora foi bom pode voltar a sê-lo novamente.

Foi com isso em mente que Diogo Almeida, Gazela nas quadras, decidiu voltar ao CD Cucujães no início de 2020. “Sei que dei um passo atrás, porque estava a jogar na 2.ª Divisão Nacional e decidi voltar ao distrital”, assume o antigo jogador do Azagães, mas isso não é necessariamente mau. É que, “às vezes, damos um passo atrás para podermos dar dois em frente”, ideia à qual se agarrou na hora de aceitar o convite dos cucujanenses.

“Acho que nunca tomei uma decisão tão rápida na minha carreira quanto esta”, confessa o ala, até porque em cima da mesa estava a possibilidade de regressar a um “clube fantástico, com pessoas incríveis e uma massa associativa que, em Aveiro, ninguém tem”.

Quando deixou o CD Cucujães, em 2018, o clube estava na 2.ª Divisão Distrital, a qual acabaria por conquistar na temporada passada. Agora, luta por fugir aos lugares perigosos do Campeonato Grande Hotel de Luso, e Gazela acredita que será uma questão de tempo até o conseguir. “Temos um grupo com uma qualidade incrível, mas os resultados não têm aparecido, não percebo porquê. Acredito que vamos sair dos lugares de aflição e terminar lá em cima”, atira.

Frente ao Travassô, “um dos candidatos”, o CD Cucujães conseguiu “fazer-lhe frente”, apesar dos constrangimentos que equipa teve de superar. “Tínhamos dois jogadores castigados, um que foi convocado mas não foi a jogo porque estava com febre e outro que estava doente. Estávamos muito desfalcados, mas demos as mãos e jogámos por nós, por eles e pelos adeptos”.

O resultado foi um jogo emotivo, que terminou com um empate 3-3, selado com um golo do guarda-redes do CD Cucujães, Marco Leite, a escassos segundos do fim. “Acabámos por ser felizes, mas pela quantidade de oportunidades que tivemos acho que merecíamos muito mais”, acredita Gazela que, na estreia na atual edição do Campeonato Grande Hotel de Luso, apontou os restantes dois golos da sua equipa.

Aos 23 anos, o ala diz-se convicto de que o regresso à casa de partida o vai ajudar na carreira. “Espero, um dia, jogar pelo CD Cucujães na 2.ª Divisão Nacional”, desejo pelo qual promete lutar afincadamente.

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24 de Janeiro de 2020
Rui Santos
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