Frieza de Sandro na estreia a vencer do Paivense no Campeonato SABSEG

Quando foi assinalada a grande penalidade que poderia permitir ao Paivense passar para a frente do resultado no jogo com o AC Cucujães, Sandro Gonçalves isolou-se para se concentrar. Para trás tinha ficado um jogo emocionante, no qual a equipa de Castelo de Paiva havia recuperado de uma desvantagem de dois golos e tinha, ali, a possibilidade de completar a reviravolta e carimbar a primeira vitória no Campeonato SABSEG. Sandro, que até já tinha convertido um penálti naquela tarde, não vacilou. “Foi uma vitória muito importante para nós”, assume.

O momento era delicado, pelo timing da grande penalidade, já perto do minuto 90, e pelo desenrolar da época do Paivense, que ainda não tinha ganho para o campeonato. “Quando vi que era penálti, afastei-me um bocado para me concentrar. Aquele momento tinha uma carga muito grande para nós, porque podíamos conseguir a vitória depois de termos estado a perder por 2-0. O guarda-redes ainda lhe tocou, mas aquela bola foi com a força de querer dar a volta à situação”, recorda.

O 3-2 fechou um jogo louco, em que o Cucujães chegou ao intervalo a vencer por dois golos mas viu o adversário dar a volta na etapa complementar. “Aí, fomos o verdadeiro Sporting Clube Paivense, aquele que temos de começar a ser para sairmos da situação em que estamos”, atira Sandro Gonçalves, que converteu duas grandes penalidades no passado domingo. “Não sou bem um especialista, mas desde que comecei a bater, há poucos anos, nunca falhei”, garante.

A vitória “foi festejada como se tive acontecido na primeira jornada”, confessa o defesa, pois, no seio do plantel, vive-se “como se estivesse a começar o campeonato agora”. “Ainda temos muitos jogos pela frente. Acredito que estamos bem a tempo de dar a volta”, acrescenta, ainda para mais “num campeonato muito equilibrado”, no qual “ninguém tem uma vitória garantida”. “Acredito que vamos conseguir a manutenção”, remata.

Nascido na Venezuela há 24 anos, Sandro passou os últimos quatro em Portugal, para onde se mudou em busca de uma vida melhor. “A situação do país começou a complicar-se. Lá, não há futuro para a juventude”, lamenta, ele que até tinha um contrato profissional com o Deportivo de Petar, na altura a disputar a 1.ª Divisão. “Por ter de vir embora, não acabei a Faculdade. Estava a estudar Fisioterapia. Ainda pensei em retomar, mas foi complicado”, completa, ele que, por cá, vem conciliando o futebol com alguns empregos esporádicos.

28 de Novembro de 2019
Rui Santos
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