Fred trocou o futebol pelo futsal e virou artilheiro ao serviço do Gafanha

O Gafanha levou de vencida a ARCA, por 8-3, na 3.ª jornada da 1.ª Divisão Distrital de futsal, com uma exibição exuberante de Fred, que registou um "hat-trick". O pivot começou no futebol mas acabou por trocá-lo pelo futsal, pois essa era a única forma de conciliar a sua atividade profissional com a prática de desporto.

Aos 31 anos, Fred vai já na terceira época com a camisola do Gafanha, “um clube do coração”, onde fez toda a sua formação no futebol. “Acabei por ir para o futsal por sugestão do treinador do Atómicos, o Daniel Vilarinho, que fez com que eu treinasse no Beira-Mar. O meu trabalho não me permitia treinar no futebol, mas o André Graça, treinador do Gafanha, permite-me que nem sempre treine. Esta época até tive de faltar a um jogo”, admite o jogador, que exerce a sua atividade profissional numa multinacional de venda de mobiliário.

Fred jogou futebol no Gafanha, Beira-Mar, Taboeira e Beira-Vouga, sempre a lateral ou extremo esquerdo. O jogador admite que a adaptação como pivot no futsal “acabou por ser fácil”, sentindo-se como peixe na água. “Como eu gostei sempre de ter bola, o futsal é bom por essa razão. Não tive qualquer dificuldade em perceber a dinâmica do jogo e, na época passada, marquei 15 golos em 17 jogos. Julgo que é uma boa marca”, considera.

O pivot, que é o melhor marcador da 1.ª Divisão Distrital a par de André Valente (PARC), assume que pretende “acabar a carreira no Gafanha”, mas até que esse dia chegue está focado em ajudar o clube na sua caminhada. “O Gafanha está num bom momento. Julgo que até está a surpreender alguns candidatos. O nosso objetivo é a manutenção, mas enquanto andarmos lá em cima vamos fazer tudo para não sair de lá e chatear os candidatos”, conclui.

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8 de Novembro de 2018
Vítor Hugo Carmo
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