Barcouço continua a fazer da estreia no Campeonato Grande Hotel de Luso uma festa

Foi um dos jogos mais emocionantes da 16.ª jornada do Campeonato Grande Hotel de Luso, o qual acabou por cair para o lado do Barcouço, a poucos segundos do fim. “O que ficou mais na memória foi quando fizemos o golo da vitória”, confessa Miguel Paiva, enquanto recorda o triunfo, por 8-7, diante do Arrifanense. Atingida a meta dos 30 pontos, os azuis esperam “desfrutar dos jogos e tentar fazer sempre o melhor” até ao final da época.

O ano de estreia do Barcouço no principal escalão do futsal aveirense dificilmente poderia ser mais positivo. A equipa segue na 4.ª posição, longe dos lugares incómodos, e tem mostrado um futsal atrativo, como o demonstram os 81 golos apontados, o segundo melhor registo do campeonato.

“As outras equipas, quando jogam contra nós, talvez nos vejam como uma equipa mais fraca”, acredita Miguel Paiva, para quem “a união muito forte do grupo também torna as coisas mais fáceis”. A tudo isto junta-se o apoio dos adeptos, que “vão quase a todo o lado” e “puxam a equipa para a vitória” em diversas ocasiões.

Foi assim diante do Arrifanense, um jogo de loucos, decidido bem perto do fim, por Yvaaldo Gomes. Até esse momento, Miguel Paiva já havia completado um “hat-trick”, que o deixa a apenas um golo de distância de Neto, que recentemente se mudou para o Braga/AAUM, da Liga SportZone, como artilheiro da equipa no Campeonato Grande Hotel de Luso.

“Por tudo o que fez desde que chegou a Portugal, o Neto merece. É um rapaz muito trabalhador, sempre pronto a ajudar o colega, e a qualidade está lá. Vamos apoiá-lo sempre”, sublinha Miguel Paiva. No entanto, na sua ausência, “alguém vai ter que o ultrapassar” como melhor marcador da equipa, um feito que o ala/pivot não se importaria de alcançar desde que os seus golos ajudem o Barcouço a somar pontos.

Com a “manutenção quase matematicamente assegurada”, a equipa da Mealhada espera, “jogo a jogo, ir somando pontos” para, “no final, ver o que acontece”, explica Miguel Paiva, natural de Penacova, que está há quatro anos num clube que o recebeu de braços abertos e que é sensível aos condicionalismos que o emprego como bagageiro lhe causam. “Raramente consigo ir treinar mas, em Barcouço, permitem-me jogar mesmo não treinando. Isso é bom para mim”, conclui.

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28 de Fevereiro de 2019
Rui Santos
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