ARC São Vicente Pereira quer "destacar-se pela diferença" na formação de jovens

Com o objetivo de sobressair pela positiva no exigente meio do futebol jovem aveirense, a ARC São Vicente Pereira celebrou protocolos de cooperação com o agrupamento de escolas de Ovar Sul e o Instituto Clínico de Santa Maria da Feira, de forma a permitir um acompanhamento mais personalizado a cada atleta da academia do clube, denominada “Os Corvos”. “Para além de formar jogadores, também queremos formar Homens”, justifica o presidente, Gino Azevedo.

Com a atividade desportiva suspensa, devido à pandemia de Covid-19, a ARC São Vicente Pereira aproveitou para trabalhar no processo de certificação enquanto entidade formadora, programa promovido pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que na época passada distinguiu 34 clubes em todo o distrito pelo seu trabalho nas camadas jovens.

Com isso em mente, o clube do concelho de Ovar tem investido no melhoramento das condições que oferece aos seus atletas. A recente renovação do centro médico e do ginásio é disso exemplo, mas o investimento não se ficou pelas infraestruturas. “Estamos a tentar destacar-nos pela diferença”, realça Gino Azevedo, que pretende “fazer melhor este trabalho de formação de atletas”.

Para o conseguir, a ARC São Vicente Pereira celebrou um protocolo com o agrupamento de escolas de Ovar Sul, onde estuda a maior parte dos seus atletas, para “coordenar os horários e fazer um melhor acompanhamento desportivo e escolar”. Paralelamente a isso, foi também celebrado um acordo de colaboração com o Instituto Clínico de Santa Maria da Feira, que “trabalha na área da psicologia, da terapia da fala e da motricidade motora”, o qual permitirá “fazer uma avaliação aos atletas para se perceber que dificuldades apresentam”.

Esta é a forma encontrada pelo clube, sedeado “num meio mais rural, deslocado dos centros urbanos e com clubes à sua volta mais fortes em termos de nome”, para cativar os mais novos a juntarem-se a ele. No entanto, essa será uma tarefa exigente no pós-Covid, acredita Gino Azevedo. “Temo que grande parte dos jovens atletas se percam um pouco pelas novas tecnologias. É preocupante não saber quantos vão querer voltar a jogar à bola”, admite.

Na ARC São Vicente Pereira, o fenómeno foi mais evidente nos escalões etários mais velhos do setor da formação. “Quando foi possível retomar os treinos, começámos com 26 jogadores juniores, mas em muitas alturas tínhamos apenas 7 ou 8. Sem a parte competitiva, eles não apareciam. Não sabemos ao certo se desistiram ou interromperam. Isso é preocupante”, refere o dirigente.

Durante este ano de hiato competitivo para os mais novos, o clube procurou mantê-los motivados com “momentos mais animados” de treino, sem deixar de cumprir com as normas sanitárias em vigor, e também com a criação de sessões de trabalho específicas para guarda-redes. “Estamos em contacto com os treinadores, e eles com os atletas, desenvolvendo alguns trabalhos via zoom. Queremos tentar manter essa ligação ao clube, mas não vai ser tarefa fácil”, reforça o presidente.

Para a próxima temporada, está decidida a criação de uma equipa de Sub-22, que irá competir no Campeonato de Esperanças da AFA. “Temos alguns atletas juniores que, em dois anos, só jogaram durante meia época. Para o ano serão seniores e dificilmente vão conseguir encaixar em equipas seniores”, justifica o presidente do clube.

Fotografia
ARC São Vicente Pereira

18 de Março de 2021
Rui Santos
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