Antevisão e análise à 1.ª Divisão Distrital por José Alexandre

A jornada
O empate surpreendente da LAAC, em casa, frente à ACRD Mosteirô, foi a surpresa de uma jornada em que os candidatos da 1.ª Divisão Distrital, com maior ou menor dificuldades, saíram todos vitoriosos, incluindo as duas formações a quem se afigurava uma tarefa difícil: o Fermentelos, em Mansores, e o Mourisquense, em Paços de Brandão.

A vitória do Pinheirense, em casa, contra o Arrifanense, foi, na luta pela manutenção, o resultado mais desequilibrado, com o onze de Pinheiro da Bemposta a fazer valer o fator casa e a dar um salto na tabela classificativa, até ao 12.º lugar. A distância para a linha de água é curta, mas é sempre melhor estar acima dela.

Os destaques
Em termos negativos, parece-me que o Arrifanense está a fazer uma prova aquém do que seria expectável. Sendo este o segundo ano na competição, esperava-se que estivesse, pelo menos, uns lugares acima na tabela, e a derrota em Pinheiro da Bemposta não configura nada de positivo. Nesta altura, está apenas à frente de três equipas que na época passada estavam na 2.ª Divisão Distrital. O regresso de Miguel Avelar ao comando técnico da equipa pode dar uma motivação extra aos jogadores, já que o valor da equipa é superior ao lugar que ocupa na tabela.

Já referi em cima, mas gostaria de destacar a vitória do Mourisquense em Paços de Brandão, uma das surpresas do campeonato. Esperavam-se grandes dificuldades para o plantel liderado por Carmindo Dias, e tal deve ter acontecido, mas um golo de Bruno Leite (71 minutos), que tinha entrado cinco minutos antes, foi o suficiente para arrecadar os três pontos, que, com o deslize da LAAC, se tornaram fundamentais na manutenção da esperança.

A antevisão
Nada como um Alvarenga-Fermentelos para manter as coisas bem “quentes” nos lugares cimeiros. A formação do concelho de Arouca tem mais responsabilidades neste confronto, porque joga em casa e, depois, porque só tem cinco pontos de vantagem sobre o quinto classificado, não tendo muita margem para deslizes.

Num jogo entre duas boas equipas, qualquer uma delas com muita qualidade em alguns setores, o que vai decidir serão os detalhes. Os lances de bola parada terão preponderância evidente, assim como, dada a configuração de ambos os conjuntos, as transições ofensivas. Para poderem decidir em qualquer momento estarão de um lado, por exemplo, Tika e Bruno Ribeiro, e do outro Mendonça e Diogo Vela. Nas balizas, duas gerações diferentes, Zé e João Figueiredo. Foram ambos treinados por mim e qualquer treinador estará tranquilo com eles na baliza.

13 de Dezembro de 2019
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