Allan Fayan dá o exemplo na missão de salvar o Oliveira do Bairro no Campeonato SABSEG

Passaram três meses entre a primeira e a segunda vitória do Oliveira do Bairro no Campeonato SABSEG. Durante esse intervalo de tempo, muita coisa mudou na equipa, desde o treinador ao próprio o plantel, que foi sendo reforçado. As perspetivas melhoraram, defende Allan Fayan, médio brasileiro que chegou há um mês ao clube e que apontou o golo que valeu o triunfo, no último domingo, diante do Canedo (2-1).

“Vínhamos trabalhando forte, e nada melhor do que começar a segunda volta a ganhar para aumentarmos a confiança para atingirmos o objetivo da manutenção”, atira o médio, que selou o triunfo dos ‘falcões do Cértima’ na conversão de um penálti.

Aquele é um momento de elevada tensão, em que a adrenalina vai ao limite. A do guarda-redes, que tenta parar o remate, e a do batedor, que só quer ver a bola no fundo da baliza contrária. Para Allan Fayan, “a decisão é do cobrador, portanto a responsabilidade maior é dele”, nada que o tenha atrapalhado no minuto 73 do jogo diante do Canedo, quando apontou o golo que valeu três importantes pontos para a sua equipa.

“Ainda faltam muitos jogos e temos a certeza de que o objetivo vai ser cumprido”, o qual visa garantir a manutenção no Campeonato SABSEG. A vitória do último domingo “deu mais confiança à equipa”, que está “está mais consistente, mais agressiva e com uma boa circulação” desde que Maná assumiu o comando técnico. “Não é da noite para o dia que se consegue ajustar uma equipa, mas ele conseguiu organizá-la e motivá-la. Estamos no bom caminho”, acrescenta.

Aos 29 anos, Allan Fayan encontrou a estabilidade pelo sul de Aveiro. Depois de experiências em Anadia, Espinho, Famalicão e Freamunde, clube pelo qual disputou a 2.ª Liga, o médio mudou-se para o Vista Alegre, em 2017, onde reencontrou alguns amigos. “Ficou mais fácil ficar por esta zona”, admite, ele que mora e trabalha na Pampilhosa, clube que representou até ao final de 2019.

Com vontade em mudar o rumo da carreira, o brasileiro, nascido na Bahia, juntou-se ao Oliveira do Bairro, “uma decisão difícil, mas a correta”, sobretudo pela “maior motivação para alcançar o objetivo de tirar o clube da atual situação”.

Fã de Ronaldo, o Fenómeno, e de Ronaldinho Gaúcho, Allan veste, orgulhosamente, a camisola 10, a sua predileta. Fora dos relvados, trabalha numa padaria, um emprego recente, que lhe dá outro desafogo financeiro. “Tem sido tudo tranquilo. A malta que trabalha comigo costuma ir ver os jogos. Estão sempre a apoiar”, diz o brasileiro, que não descarta a possibilidade de passar o resto da sua vida em Portugal. “Vivo na Pampilhosa, onde trabalho e tenho uma vida tranquila. Talvez fique por cá, mas ainda não tenho a certeza. Gosto do país, mas não do frio”. É compreensível, de facto.

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23 de Janeiro de 2020
Rui Santos
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