A resiliência de Fabrica para superar uma inesperada quebra de ritmo

José Fabrica saltou do banco nos minutos finais do jogo com o FC Macieirense para dar a primeira vitória ao FC Pinheirense na Prova Final da 1.ª Divisão Distrital, num último fôlego da sua equipa, já em período de compensação. O avançado admite que a suspensão do campeonato no final de 2020 lhe provocou uma inesperada quebra de ritmo, mas acredita que a resiliência individual, mas também coletiva, permite à sua equipa poder continuar a sonhar com a passagem à fase seguinte da competição.

O jogador considera que o jogo “frente a uma equipa forte correu bem”, admitindo que o triunfo mantém vivas as esperanças do FC Pinheirense. “Entrámos no jogo a tentar ir atrás do prejuízo para ainda termos uma hipótese de sonhar com o apuramento para os quartos de final. Estava a ser um jogo repartido e felizmente consegui marcar num lance de bola parada”, explica.

Fabrica admite que a presente época “está aquém das expetativas, sobretudo por todas as condicionantes da pandemia”, recordando que “antes da suspensão da competição a equipa teve um mau arranque”. “Na retoma temos mostrado mais ambição e foco para dignificar o emblema do Pinheirense. Não temos sido muito felizes e esta vitória limpa a nossa imagem e permite-nos continuar na luta pela passagem aos quartos de final. As últimas jornadas do nosso grupo vão ser difíceis, mas a nossa crença pode ajudar-nos a vencer”, sublinha.

O avançado confessa ainda que “as paragens provocaram uma quebra de ritmo” na sua performance, mas diz-se satisfeito pela demonstração de superação do FC Pinheirense. “Apesar de já ter 27 anos, esta época está a ser de aprendizagem e de luta contra as adversidades. Resiliência é a palavra que tem definido a nossa equipa, que tem ido sempre à procura da vitória”, refere.

O jogador que se formou na UD Oliveirense, passando ainda pelo CD Loureiro, jogou no escalão sénior em equipas como o Avanca B, AC Cucujães e Palmaz, revelando que a sua experiência no FC Pinheirense tem sido idêntica ao que sempre procurou no futebol. “Não tenho grandes marcas nem grandes registos de golos, mas o futebol, além da competitividade, também dos dá amizades, e é isso que eu vou levar comigo quando terminar a carreira. Tenho amigos nos clubes por onde passei e nos clubes que defrontei”, conclui.

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27 de Maio de 2021
Vítor Hugo Carmo
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